Abel evita ampliar confronto com a torcida do Palmeiras e muda status de renovação
Treinador estava calmo na estrevista coletiva após a virada sobre o Ceará
O técnico Abel Ferreira adotou uma posição neutra em relação aos protestos da torcida do Palmeiras — incluindo o ataque com bombas à Academia de Futebol, centro de treinamentos e concentração do clube na madrugada de sábado para domingo (10).
Após a vitória sobre o Ceará (2 a 1), o treinador pouco comentou os ataques iniciados ainda antes do confronto com o Corinthians pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na terça (5), quando cestas irônicas, com produtos como “Nutella” e “Toddynho” foram deixadas na porta do CT.
O único comentário do técnico em relação à questão foi dizer que foi muito difícil explicar às suas duas filhas porque os torcedores do Palmeiras o xingaram após a eliminação e nos dias subsequentes, com faixas.
— A verdade é que nem eu sei o por quê — afirmou.
Renovação não parece tão certa no Palmeiras
Mas, embora estivesse tranquilo, o treinador fez um discurso bem diferente do de Miami, nos EUA, durante o Mundial de Clubes. Na véspera de Palmeiras x Inter Miami (2 a 2), ele disse que detalhes o separavam de uma renovação. E que a “tendência” era renovar.
"Jamais serei um problema dentro do Palmeiras, meu foco total e absoluto é de ajudar nossos jogadores. Há um respeito mútuo entre mim e os nossos torcedores (…) Meu futuro será decidido no momento certo" pic.twitter.com/ueDkRnlRBB
— Diego Iwata Lima (@DiegoMarada) August 10, 2025
Ao que parece, ao menos publicamente e na fala de Abel, a história parece ser outra agora:
— Jamais serei um problema dentro do Palmeiras, meu foco total e absoluto é de ajudar nossos jogadores. Há um respeito mútuo entre mim e os nossos torcedores (…) Meu futuro será decidido no momento certo — disse o português.
Todas as vezes em que se referiu à torcida, Abel foi cuidadoso. Chegou inclusive a dizer que entendia a revolta dos torcedores, pelo fato de a eliminação ter sido contra o Corinthians. Dizendo ainda que o Palmeiras tem um histórico bem favorável em confrontos com o arquirrival sob sua direção.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Protesto abafado
Antes do início do jogo, a Mancha Verde puxou gritos de protestos e xingamentos contra a presidente Leila Pereira e o diretor Anderson Barros.
O protesto não foi bem recebido pelo restante do estádio, que com vaias e assobios, abafou os gritos da torcida organizada. Abel, xingado acintosamente na quarta-feira (6), foi poupado pela Mancha.



