Brasileirão Série A

Abel evita ampliar confronto com a torcida do Palmeiras e muda status de renovação

Treinador estava calmo na estrevista coletiva após a virada sobre o Ceará

O técnico Abel Ferreira adotou uma posição neutra em relação aos protestos da torcida do Palmeiras — incluindo o ataque com bombas à Academia de Futebol, centro de treinamentos e concentração do clube na madrugada de sábado para domingo (10).

Após a vitória sobre o Ceará (2 a 1), o treinador pouco comentou os ataques iniciados ainda antes do confronto com o Corinthians pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na terça (5), quando cestas irônicas, com produtos como “Nutella” e “Toddynho” foram deixadas na porta do CT.

O único comentário do técnico em relação à questão foi dizer que foi muito difícil explicar às suas duas filhas porque os torcedores do Palmeiras o xingaram após a eliminação e nos dias subsequentes, com faixas.

— A verdade é que nem eu sei o por quê — afirmou.

Renovação não parece tão certa no Palmeiras

Mas, embora estivesse tranquilo, o treinador fez um discurso bem diferente do de Miami, nos EUA, durante o Mundial de Clubes. Na véspera de Palmeiras x Inter Miami (2 a 2), ele disse que detalhes o separavam de uma renovação. E que a “tendência” era renovar.

Ao que parece, ao menos publicamente e na fala de Abel, a história parece ser outra agora:

— Jamais serei um problema dentro do Palmeiras, meu foco total e absoluto é de ajudar nossos jogadores. Há um respeito mútuo entre mim e os nossos torcedores (…) Meu futuro será decidido no momento certo — disse o português.

Todas as vezes em que se referiu à torcida, Abel foi cuidadoso. Chegou inclusive a dizer que entendia a revolta dos torcedores, pelo fato de a eliminação ter sido contra o Corinthians. Dizendo ainda que o Palmeiras tem um histórico bem favorável em confrontos com o arquirrival sob sua direção.

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Protesto abafado

Antes do início do jogo, a Mancha Verde puxou gritos de protestos e xingamentos contra a presidente Leila Pereira e o diretor Anderson Barros.

O protesto não foi bem recebido pelo restante do estádio, que com vaias e assobios, abafou os gritos da torcida organizada. Abel, xingado acintosamente na quarta-feira (6), foi poupado pela Mancha.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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