Ainda não caiu. Mas falta pouco
O Palmeiras tem sete pontos a menos que o Flamengo, o 16º do Brasileiro, o mais perto da zona do rebaixamento. Tem 14 rodadas para tirar a diferença. É difícil, mas times grandes já conseguiram superar tarefas mais duras. E por que não dá para acreditar que isso seja possível?
Não é pela sequência de jogos que se avizinha. Vamos ver. Corinthians, sem ânimo e sempre desfalcado, em casa. Figueirense, time menor, concorrente direto, fora de casa. Ponte Preta, em casa. São Paulo, que não consegue se firmar de maneira alguma, no Morumbi. Coritiba, concorrente direto, em casa. Náutico e Bahia, também na briga, ambos como visitantes. Cruzeiro, que também não se firma, como mandante.
São oito jogos. Em tempos normais, daria para com três pontos nos clássicos paulistas, mais três vitórias em casa e, por que não, seis pontos fora. 18 pontos. Ou, pelo menos 15. O time chegaria a 35 e entraria mais animado para os seis jogos finais, contra Inter (f), Botafogo (c), Fluminense (c), Flamengo (f), Atletico-GO (c) e Santos (f). Não dá para fazer mais dez pontos nesses seis jogos e escapar?
Não dá. Tudo indica que não dá. O time não dá sinais de reação. Joga bem e perde. Joga mal e perde. Quando sai atrás, perde. Quando marca primeiro, como ontem, também perde. Os jogadores se contundem. Os juizes erram. O time não tem pernas no segundo tempo. E o elenco é fraco. Thiago Real não vai ser a solução. Nem Valdivia virtual.
O problema maior desse Palmeiras é que ninguém respeita esse time hoje. E, para piorar, não pode recorrer àquilo que faz todo time em situação ruim. Não pode trocar de treinador. Scolari é Deus. Ele no céu e derrota na terra.



