Brasil

Antes do vexame no Brasileiro, o Botafogo já havia começado 2023 passando vergonha no Carioca

Com um time muito desorganizado, o Botafogo iniciou a temporada ficando fora até das semifinais do Campeonato Carioca

A temporada do Botafogo ficou marcada pelo vexame no Campeonato Brasileiro. Mas, muito antes disso, o clube também passou por outra situação vergonhosa. O 2023 do Glorioso começou com o time nem sequer se classificando para as semifinais do Campeonato Carioca. Foi o momento de maior pressão sobre o técnico Luís Castro, que conseguiu superar essa situação com o primeiro turno histórico do Brasileirão – que todo mundo lembra bem como terminou.

Como de praxe, o Botafogo começou o Carioca com um time de garotos e foi derrotado pelo Audax por 1 a 0, em pleno Nilton Santos. A partir da segunda rodada, Luís Castro passou a usar os titulares e o time até teve uma boa sequência, apesar do desempenho abaixo do esperado. O Botafogo ficou seis jogos sem perder, com cinco vitórias e um empate – incluindo uma vitória no clássico com o Fluminense.

Mas, na reta final da Taça Guanabara, o desempenho do Botafogo nos clássicos pesou contra o clube. O Glorioso foi derrota, em sequência, por Vasco e Flamengo. E a derrota para o Rubro-Negro pesou ainda mais, pois o adversário estava com o time reserva e a equipe de Luís Castro teve uma atuação muito ruim.

Ainda assim, o Botafogo chegou na última rodada com chances de classificação, precisando vencer a Portuguesa e torcer contra o Volta Redonda ou o Vasco. O Voltaço empatou com o Boavista, o que beneficiaria o Glorioso. Mas o time de Luís Castro nem sequer fez a própria parte. Precisando da vitória, Luís Castro escalou um time muito modificado. Mas o Botafogo teve uma péssima atuação, principalmente no primeiro tempo, e acabou derrotado por 1 a 0, ficando fora das semifinais do Carioca.

Como se não bastasse a eliminação, como o Botafogo ficou na 5a colocação, o clube teve que disputar a melancólica Taça Rio, torneio disputado entre o 5 e 8 colocados da Taça Guanabara. O Botafogo passou pela Portuguesa nas semifinais e derrotou o Audax na final, que ficou marcada por protestos contra Luís Castro e John Textor.

Derrota para a Portuguesa na última rodada da Taça Guanabara deixou o Botafogo fora das semis do Carioca (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

O que deu certo para o Botafogo no Campeonato Carioca

Com uma campanha vergonhosa, é difícil tirar algo de bom do Botafogo no Campeonato Carioca. Um dos poucos pontos positivos foi o bom começo de ano de Patrick de Paula. Contratação mais cara da história do Botafogo, o volante ficou abaixo do esperado em 2022, mas começou bem a atual temporada. No entanto, uma grave lesão no joelho esquerdo ainda durante o Carioca o tirou do restante da temporada.

Nas finais da Taça Rio, o Botafogo teve um bom desempenho contra o Audax. Mas, é claro, é importante ressaltar a falta de qualidade do time adversário. Mesmo com uma equipe muito modificada, o Glorioso conseguiu vencer por 5 a 2 no segundo jogo da final.

O que deu errado para o Botafogo no Campeonato Carioca

Praticamente tudo. O técnico Luís Castro exagerou nos testes durante o Campeonato Carioca e demorou pra encontrar o time que viria a ser a base dos onze titulares durante o Brasileirão. A falta de organização e o descontrole emocional durante algumas partidas também prejudicou demais o time, que ainda sofreu com muitos erros individuais – potencializados por erros táticos da equipe.

O que esperar do Botafogo em 2024

Mesmo com o fracasso em 2023, o Botafogo deve manter a base do elenco para a próxima temporada, assim como técnico Tiago Nunes, que assumiu o clube nos últimos cinco jogos do Brasileirão. Com um mínimo de conhecimento do elenco, é esperado que o treinador já comece o Campeonato Carioca com alguma ideia de time, o que deve evitar os tantos testes no começo do ano, como Luís Castro fez em 2023. Assim, é difícil imaginar que o Botafogo consiga fazer um Carioca pior do que o deste ano.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.
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