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Alisson é o oásis no deserto de ideias do Atlético-MG, que não vence mais uma, agora diante do América-MG

Em mais um jogo muito ruim coletivamente do Atlético, só o garoto Alisson, que foi titular pela primeira vez, se salvou

O Atlético-MG mais uma vez fez uma partida muito ruim coletivamente no ano. No clássico contra o América-MG, que o Galo apenas empatou por 1 a 1 no apagar das luzes., A única coisa positiva que se viu em campo foi o garoto Alisson, que ganhou a primeira chance como titular e não desperdiçou. Fora isso, o time de Felipão não demonstrou nenhuma evolução coletiva.

Alisson ganhou sua tão pedida chance há dois jogos e marcou um golaço. No jogo seguinte, saiu novamente do campo e ajudou a adoçar a partida. Agora, foi pela primeira vez titular, e se mostrou um oásis no deserto de ideias do time do Atlético. Se não fosse ele em campo, a sensação é que o Galo não teria criado nada, principalmente no primeiro tempo.

Dá para dizer que Alisson foi, não só o oásis do Atlético na partida, como também em todo o ano até aqui. Nem Hulk e, principalmente, Paulinho, ainda engataram na temporada. Menos ainda a principal (e única) contratação da janela, Gustavo Scarpa, que oscila muito entre jogos medianos e ruins.

Só Alisson salva no Atlético

Para quem esperava algo diferente no Atlético no estilo de jogo por conta da formação diferente, teve que esperar sentado. Na verdade, até dá para dizer que vimos algo de diferente com isso, já que Alisson foi o único em campo pelo lado atleticano que fez algo para. Mas, coletivamente falando, não vimos o Galo demonstrar nada. O jovem teve a responsabilidade de ser um oásis em meio ao deserto de ideias do time de Felipão.

Alisson criou as únicas chances do Atlético no primeiro tempo. No primeiro lance, chegou até a fazer um (belo) gol depois de um lançamento de Fuchs, mas estava impedido. Depois, arriscou lançamentos e cruzamentos, com um deles só não parando nos pés de Hulk pois o camisa 7 não acreditou que o zagueiro ia furar. Pra fechar, fez linda jogada no fim do primeiro tempo e quase marcou um golaço, mas parou em grande defesa do goleiro.

O América, por sua vez, se mostrou muito mais organizado como time em campo. Os jogadores do Coelho pareciam saber como sair jogando, onde lançar caso necessário e, principalmente, onde se posicionarem. Foi assim, inclusive, que os donos da casa chegaram ao gol. Jacaré recebeu excelente enfiada de bola, mas foi travado na hora H por Saravia, mas a bola sobrou em Matheusinho, que com Everson já caído só empurrou para o gol.

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O mesmo Atlético no segundo tempo

Se uma conversa no vestiário poderia mudar as coisas em campo para o Atlético, ou ela não aconteceu, ou não funcionou. O Galo não apresentou nada muito diferente do que fez na etapa inicial. Até criou duas chances seguidas aos 15 minutos, ambas parando em grandes defesas de Dalberson. Mas elas só aconteceram por falhas do América, que na primeira entregou a bola de graça na saída de bola e na segunda quase marcou contra com Ricardo Silva.

O América aproveitou o desespero e a desorganização do Atlético para tentar ampliar, mas Felipe Azevedo desperdiçou uma grande chance e depois colocou outra na trave. O Galo até criou de novo, em um contra-ataque que parou nos pés de Hulk, mas na hora de tirar o 10 (ou melhor, o 100, que seria o número de gols dele pelo clube), finalizou muito mal.

Já aos 50 minutos, Hulk teve nova chance e evitou a derrota atleticana. O atacante cobrou falta no meio do gol, Dalberson não conseguiu segurar e, no rebote, Rubens venceu o goleiro e garantiu um ponto ao time de Felipão.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.

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