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“Já fui a uns 50 Cruzeiro x Atlético, e nunca consegui torcer como em um jogo qualquer”

Dia de Cruzeiro e Atlético sempre foi um dia diferente. Clássico era diferente. Era apreensivo, nervoso mesmo. Não importava a situação de campeonato, três pontos, liderança. O importante era vencer. Isso fazia toda a diferença de como seria o dia seguinte.

Eu já fui a uns 50 jogos entre Cruzeiro x Atlético, ou mais. Nunca consegui torcer como em um jogo qualquer. Era estranho. Ficava nervoso mais que feliz. Mais feliz que nervoso. Era uma mistura de um monte de coisa junta. Quando perdia, dava até febre. Nem o tropeiro ajudava.

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E, claro, as grandes vitórias davam o efeito inverso. O 6 a 1 e a salvação do rebaixamento valeram pelo resultado e a não queda para a Série B, mas ele vai ficar na história como um jogo incrível. Acho que daqui 50 anos não vão lembrar que foi a vitória que evitou a queda, mas sim a goleada histórica. Esse jogo foi histórico.

Rivalidade de lado, o Atlético só é grande porque o Cruzeiro existe e vice-versa. Sempre foi assim e sempre vai ser. Agora com os dois em evidência, não quero nem ver como vai ser o próximo clássico. Apesar de não torcer como antigamente, acho que se perder vai dar febre, não vou conseguir torcer, vou ficar nervoso e apreensivo. Se ganhar vai tornar o dia seguinte melhor. Ou seja, vai ser igual sempre foi. Vai ser Cruzeiro x Atlético.

Cruzeiro x Atlético não é só futebol. É mais que isso.

Foto de Ubiratan Leal

Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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