Após boa vitória na estreia, Caixinha tem um dilema para resolver no Santos
Sem relacionar Gil, português apostou em João Basso, mas viu o defensor destoar do restante do time contra o Mirassol
O saldo da estreia do Santos no Campeonato Paulista, com vitória por 2 a 1 sobre o Mirassol, foi bastante positivo. A equipe fez um primeiro tempo, pressionou o adversário na maior parte do confronto e o técnico Pedro Caixinha conseguiu mostrar à torcida uma primeira parte da identidade que pretende dar ao time.
Mas o português já viu que tem um dilema pela frente. E ele está no sistema defensivo.
No duelo diante do Mirassol, o treinador sequer relacionou o experiente Gil para o banco de reservas.
A decisão despertou curiosidade, afinal o zagueiro de 37 anos, antes da chegada de Caixinha, desistiu da sua aposentadoria para renovar o vínculo por mais uma temporada com o Peixe.
Os dois gols de Guilherme na vitória alvinegra! ⚽️⚽️ pic.twitter.com/axtUEbYsYh
— Santos FC (@SantosFC) January 17, 2025
Preterido por João Basso na estreia
Além disso, outros pontos chamam a atenção. Até o momento, a defesa foi o setor que o Santos mais reforçou para 2025.
Sabedor das dificuldades que teria para manter Jair no clube, devido ao assédio de clubes do Brasil e exterior, o Peixe foi ao mercado e viabilizou as chegadas de Luisão, que pertencia ao Novorizontino, e Zé Ivaldo, cedido por empréstimo pelo Cruzeiro.
Essas contratações, porém, iniciaram o Paulistão no banco de reservas, enquanto Gil foi preterido na estreia para a escalação de João Basso, que atuou ao lado de Luan Peres.
E aqui nasce ou aumenta o dilema de Caixinha.

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Basso não vai bem e Caixinha fala de Gil
Aposta do português, João Basso não fez uma boa partida e os principais lances de perigo construídos pelo Mirassol nasceram nas suas costas ou em suas falhas. Seja de posicionamento ou de passe.
Mesmo sem o vigor físico de outras temporadas, Gil sempre compensou isso com ótimo posicionamento e bom aproveitamento nos passes.
Em entrevista coletiva após o jogo, Caixinha explicou a ausência do experiente defensor até do banco de reservas.
— Todos os jogadores são iguais perante as regras. Estou conhecendo o Gil agora. Minhas palavras para ele ao longo dessas duas semanas foram: só tenho a elogiar o sacrifício e entrega ao longo deste período de treino visando a preparação deste jogo. Quando jogarmos em casa, iremos relacionar 23 jogadores. Eu tenho que tomar decisões. Ele com certeza não foi o único a ficar de fora. As decisões serão sempre em defesa do grupo. Nunca olhando os nomes. Respeito muito o Gil, tal qual respeito os outros, mas foi um tema de decisão. Quando vamos jogar fora, serão 24 atletas. O banco só tinha um goleiro, prefiro arriscar. São decisões a tomar e assumir — falou o treinador.

Zé Ivaldo é o favorito de Caixinha?
Diante da má atuação de Basso contra o Mirassol e a ausência de Gil no banco de reservas, é de se imaginar que Zé Ivaldo, contratado com o aval de Caixinha, seja o favorito para compor a dupla de zaga ao lado de Luan Peres ao longo do Estadual.
O ex-defensor do Cruzeiro fez a sua estreia com a camisa do Santos no segundo tempo do duelo desta quinta-feira entrando justamente no lugar de Basso.
Perante todo esse cenário, neste sábado (18), quando o Santos fará o seu único treino efetivo visando o confronto contra a Ponte Preta, o treinador terá que dar um rumo para esse dilema: mantém Basso entre os titulares, dá oportunidade para Zé Ivaldo ou relaciona Gil para o duelo?



