Brasil

O que o Real Madrid de Ancelotti nesta temporada pode significar ao Brasil?

Italiano vai encarar desafios na Seleção que não conseguiu resolver em sua última temporada na Espanha

Ednaldo Rodrigues, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), confirmou Carlo Ancelotti como o novo técnico da seleção brasileira nesta segunda-feira (12) em nota oficial. Aos 65 anos, o italiano deixa o Real Madrid para suceder Dorival Júnior ainda neste mês com vínculo firmado até a Copa do Mundo de 2026.

Ancelotti completou no domingo (11) o jogo de número 350 no comando do time e é o treinador mais vitorioso da história do clube espanhol com 15 títulos. Contudo, a reta final desta segunda passagem por Santiago Bernabéu foi de muitas turbulências.

Ancelotti não resolveu problemas na defesa

O ciclo 2023/24 do italiano terminou com título da Champions League, Mundial de Clubes, Campeonato Espanhol e Supercopa da Espanha, e havia a expectativa de que a equipe conseguisse se manter no topo na campanha vigente — o que não aconteceu. Um dos principais motivos para o declínio madrilenho foi a falta de consistência defensiva. O time levou 53 gols em 56 jogos na temporada passada. Em 2024/25, são 77 tentos tomados em 58 partidas.

Rudiger define seu futuro no Real Madrid. Foto: Icon Sport
Rudiger, zagueiro do Real Madrid (Foto: Icon Sport)

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‘Freguesia’ indigesta para o Barcelona

Um dos responsáveis por aumentar o número de bolas na rede dos Los Blancos foi o rival Barcelona. Os Culés marcaram 16 gols no Real Madrid e venceram todos os quatro duelos entre os clubes na temporada atual. O mais recente ocorreu domingo (11), na vitória do Barça por 4 a 3. Os demais resultados foram 3 a 2, 5 a 2 e 4 a 0.

Raphinha celebra gol do Barcelona
Raphinha celebra gol do Barcelona (Foto: Imago)

Surto de lesões

É preciso mencionar as lesões madrilenhas neste contexto, uma vez que atingiram em cheio a defesa da equipe. O lateral-direito Dani Carvajal e o zagueiro Éder Militão sofreram ruptura dos ligamentos e não entram em campo desde outubro e novembro passado, respectivamente. O goleiro Thibaut Courtois também ficou ausente de alguns jogos para tratar lesões. Houve contusão em setembro e outubro (adutor) e lesão muscular entre março e abril de 2025.

Ferland Mendy, lateral-esquerdo, teve quatro problemas físicos registrados nesta temporada. O primeiro em setembro (distensão muscular) e o segundo em dezembro (lesão na perna). As outras são musculares e aconteceram neste ano, entre março e abril. Ele ainda não tem data de retorno ao time.

Os zagueiros Antonio Rüdiger (uma lesão muscular e outra de ruptura do menisco) e David Alaba (adutor e ruptura do menisco) também são reincidentes no departamento médico e continuam a desfalcar o grupo.

Além deles, o volante Aurelien Tchouaméni foi baixa duas vezes por contusão: uma em setembro e outra de novembro a dezembro. Eduardo Camavinga, meia, sofreu quatro lesões nesta temporada e ficou fora entre agosto e setembro, de novembro a dezembro, de janeiro a fevereiro e, em abril, se machucou novamente. Ele ainda não tem data de retorno.

Éder Militão sofreu uma lesão de ligamento em novembro de 2024 Foto: (Imago)
Éder Militão sofreu uma lesão de ligamento em novembro de 2024 (Foto: Imago)

O que isso significa para a seleção brasileira?

Com o Real Madrid eliminado da Champions League e o Barcelona com a mão na taça de LaLiga, Ancelotti deixa o clube sem ao menos um título expressivo na temporada.

Assim, o italiano sai em baixa para assumir uma seleção que anseia por reconstrução e renovação, algo que ele não conseguiu aplicar com êxito no seu time em 2024/25.

Apesar disso, o histórico é positivo. Ancelotti foi o responsável por impulsionar talentos como Vinícius Jr., Rodrygo, Fede Valverde e Jude Bellingham. O treinador é fundamental também na gestão de elenco, e costuma sempre blindar jogadores sob seu comando.

Para o Brasil, a experiência do italiano é outro fator importante. Ele exerce função na área técnica desde 1992, com passagem por times como Juventus, Milan, Chelsea, Bayern de Munique, Napoli e Everton.

Os pontos aqui citados, que refletem a irregularidade madrilenha na campanha vigente, servem de aprendizado ao técnico no desafio com a seleção brasileira. Ancelotti vai precisar encontrar mais alternativas defensivas, em especial nas laterais, e fazer o estrelado ataque fluir de vez com Vini Jr. e Raphinha. Aprimorar a zona ofensiva não deve ser um problema para o treinador, que viu o Real Madrid marcar 136 gols em 2023/24 e 132 em 2024/25.

Ancelotti era o nome preferido do presidente da CBF para assumir a Seleção
Ancelotti era o nome preferido do presidente da CBF para assumir a Seleção. Foto: IMAGO. Arte: Azzuu
Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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