Abel encara 13ª final pelo Palmeiras: quais ideias a conquista pode consagrar
Técnico do Palmeiras, que reinventou o time em três meses, amplia vantagem no ranking e pode se isolar como maior vencedor
O Campeonato Paulista não é nem o terceiro objetivo do Palmeiras no ano. Mas, se vier, sua conquista será a pedra sobre a qual o clube edificará suas campanhas nas competições mais desejadas da temporada. A disputa começa neste domingo (31), contra o Santos, na Vila Belmiro, às 18h (horário de Brasília).
Muito porque o troféu vai chancelar algumas das ideias tentadas ao longo da disputa — além de dar à comissão técnica e ao time algum respiro, gordura ou mesmo benevolência por parte da torcida. Em outras palavras, se for campeão paulista, o Verdão já não encara o resto do ano com as mãos abanando e diminui a pressão por títulos.
Não que o time se torne imune a críticas. Abel sabe muito bem como funciona o Palmeiras. Como disse após a classificação sobre o Novorizontino, o Palmeiras vai perder em algum momento. E, quando perder, as flechas apontadas na direção da equipe serão disparadas. Mas é também inegável que a possível conquista cria algum tipo de escudo momentâneo.
Liderança de ranking
O Estadual deste ano leva Abel à 13ª decisão pelo Palmeiras, ranking no qual ele já era líder com duas finais de vantagem para Felipão. Até o momento, foram sete conquistas e cinco vices em duelos do tipo.
Se o Palmeiras ficar com o título, Abel também salta à frente de Oswaldo Brandão e, com dez troféus, se isola como técnico mais vezes campeão pelo clube alviverde.
– É um trabalho de continuidade, mas as exigências são as mesmas, o sarrafo está cada vez mais alto, e a pressão só aumenta. Temos que continuar fortes como equipe e dar o nosso melhor para ganhar — disse Abel, na sede da Federação Paulista, durante evento de apresentação da final.
– São 13 finais, vocês exaltam as vitórias, mas mesmo nas derrotas sabemos o que fizemos. Mesmo nos momentos em que as coisas não acontecem da forma como queremos, nós lutamos e queremos. Se eu chegasse no fim do ano e não ganhasse um título, eu não estaria aqui — completou.
– O difícil não é ganhar, é ganhar de forma consistente. Seguimos escrevendo a história do Palmeiras — finalizou.
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Ideias ganham força
Faz pouco mais de cem dias que o Palmeiras conquistou o bicampeonato brasileiro. E a comparação do time ideal que terminou o Brasileirão com a atual formação titular de Abel mostra ideias distintas em questões importantes.
As principais mudanças são argentinas, por assim dizer. Principais jogadores do time no campeonato, Aníbal Moreno e Flaco López não estavam no 11 ideal da reta final do Nacional.
Sábado com resenha, surpresa pro Murilo, filho do zagueiro Luan, e muito trabalho! ?⚪️
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— SE Palmeiras (@Palmeiras) March 30, 2024
Moreno, aliás, estava ainda no Racing. Já Flaco via, do banco, Breno Lopes e Endrick formarem a dupla de ataque que conquistaria o 12º Brasileiro do Palmeiras. Neste ano, o camisa 5, com 14 aparições, é o único alviverde a participar de todas as partidas da equipe na temporada. E López, com dez gols, é o artilheiro do time e do Campeonato Paulista.
Além dos dois, a fixação de Marcos Rocha como zagueiro é mais uma ideia que se consolidou nesta campanha do Paulistão. Não será surpresa se Luan perder a posição para o recuperado de lesão Gustavo Gómez retornar à equipe. Porque Rocha parece dono de um lugar no time — e não será na lateral direita, onde Mayke se tornou intocável.



