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Endrick lateral e longe do gol no Palmeiras? Abel explica posicionamento do camisa 9

Palmeiras teve centroavantes longe do gol por conta de problemas que começaram na defesa, explicou o técnico

Basta dar uma busca no X para encontrar diversas postagens com o mesmo tema: Endrick jogou longe do gol no primeiro tempo da semifinal do Campeonato Paulista, contra o Novorizontino.

A percepção da Trivela, presente ao jogo no Allianz Parque, também foi essa. E, desse modo, a reportagem indagou Abel diretamente sobre o tema, em sua entrevista coletiva.

O treinador garantiu que Endrick jogou do mesmo modo que atuou contra a Ponte Preta, quando fez ótima partida e atuou mais perto do gol adversário.

O que mudou, segundo o técnico do Palmeiras, além do adversário, foi a maneira como a bola (não) chegou ao ataque do Palmeiras. Num problema que começou na saída de jogo do time, com Weverton e o trio de zagueiros.

Bola limpa no último terço

— Não, ele não esteve distante do gol. O adversário é que nos pressionou muito bem na primeira fase de construção, e a bola não chegava. Porque, para chegar ao gol, nós temos que levar a bola o último terço do campo — começou a explicar o português.

— Se a bola andar no meio-campo ou na nossa linha defensiva, ele (Endrick) vai estar sempre longe da baliza, sempre longe do gol. Nós temos lá dois (centroavantes). Para eles chegaram ao gol, nós temos que levar a bola ao último terço. Vocês repararem, e há imagens, em que vocês veem que nós temos linhas traçadas no campo. No último terço, quando a bola passa a última linha, ela já não anda para trás, ela já só tem que chegar à área — continuou.

— Meus jogadores sabem disso. Agora, é preciso saber levar a bola à última linha. Aí sim (faz sentido), uma pergunta: ‘Professor, o Palmeiras teve dificuldade para levar a bola ao último terlo e colocar 4 ou 5 jogadores na área”. (Aí está) correto — explicou.

Segundo o técnico, foi a pressão do Novorizontino na saída de jogo do Palmeiras, obrigando Weverton a tentar lançamentos e chutões para o ataque, o que fez com que Endrick não estivesse tão perto da área adversária.

Abel reconheceu que faltou capacidade ao seu time para aproveitar essa bola lançada diretamente ao campo adversário, porque os volantes do Palmeiras não conseguiam auxiliar o ataque e criar superioridade numérica no setor.

— Nosso adversário pressionou “três para três” na frente. E nós não conseguimos ter, numa fase inicial, nem a dinâmica dos nossos meias, que neste caso eram o Zé e o Aníbal, para poderem entrar na linha de três para fazer um “quatro contra três”. Eles pressionavam três para três e nós temos que ter mais um, mais ajuda para fazer quatro contra três. Nós não estávamos a conseguir, e a bola não chegava limpa aos meias, para depois chegar limpa aos centroavantes. Na primeira parte, eu não consegui corrigir a tempo essa dinâmica — disse.

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Mudança no segundo tempo

Abel não contou o segredo, mas revelou que o que melhorou a participação de Endrick foi a mudança nos posicionamentos e Zé Rafael e Aníbal Moreno:

— Não te vou dizer muito mais do que isto, mas Zé e Aníbal tiveram uma missão bem diferente na primeira parte. O Zé tinha uma missão de jogar na centro-esquerda. E o Aníbal, na centro-direita. Quando a bola andasse na esquerda, o Zé tinha que abrir para a esquerda, e o Aníbal garantir o centro. Se a bola andasse na direita, até para dar mais andamento ao Rocha, o Aníbal ia para a direita, e o Zé ficava no centro. Mas, isso, nós só conseguimos na segunda parte — disse.

— (Endrick) não esteve nem mais, nem menos longe do que esteve, por exemplo, no último jogo (Ponte Preta). Ele teve a mesma posição, fez os mesmos movimentos e chegou na área quando tinha que chegar. Quando nós conseguimos levar a bola ao último terço. Quando nós não conseguimos chegar a bola ao último terço, vai ficar todo mundo longe da área. O López vai ficar, o Endrick vai ficar, porque se nós não temos capacidade de eliminar a primeira pressão do adversário, para poder chegar com bola limpa ao meio, a bola também não vai chegar aos atacantes — elucidou, o técnico do Palmeiras.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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