Brasil

A mulher de César

Na época do Império Romano, uma das frases que ficou famosa – e talvez tenha um pouco de mito envolvido – é: “Não basta que a mulher de César seja honesta, é preciso que ela também pareça honesta”. Se referia à esposa da maior autoridade do Império. Cargos importantes precisam de, além de honestidade, uma imagem de honestidade. Nesse aspecto, temos uma semelhança com o caso de Mano Menezes na seleção brasileira.

Não tenho qualquer informação que Mano Menezes é desonesto, ou que usa o seu cargo para favorecer A, B, ou C. Só que há um problema. Mesmo que seja absolutamente honesto, o fato de Mano Menezes ter um empresário e, pior, de alguns dos seus convocados serem clientes do agente suscitam desconfianças. E é normal que assim seja.

Mano não precisa de empresário. Ao ter um, possibilita que as pessoas desconfiem quando ele convoca um jogador cliente do seu empresário. Técnicos da Seleção são sempre visados quando um jogador questionado como Jádson é convocado e consegue uma transferência em seguida – como deve acontecer. Quando o técnico ainda tem um empresário e uma relação que já era questionada na época dos clubes, aí a situação fica ainda pior.

Mano, é ótimo ser honesto, mas é preciso parecer também. E os discursos cheios de mistérios e indiretas ajuda menos ainda. Os critérios não ficam claros e as cobranças vão ficando mais fortes.

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Equipe Trivela

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