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A cena mais legal da rodada: o orgulho da torcida do Tupi na Copa do Brasil

O Tupi é um dos clubes mais tradicionais do interior de Minas Gerais. Mais de 100 anos de história, presente na Série C (por pouco não conquistou o acesso para a Segundona no ano passado) e dono de campanhas respeitáveis no Campeonato Mineiro. A distância entre Juiz de Fora e Curitiba, no entanto, limitou a presença da torcida alvinegra na Arena da Baixada. Felizes os poucos que, das arquibancadas, foram testemunhas oculares do feito desta quarta. Apesar da derrota por 2 a 1, o Galo Carijó eliminou o Atlético Paranaense da Copa do Brasil. Rendeu uma imagem sensacional.

Pelo desempenho neste início de ano, o resultado é compreensível. O Furacão passou sufoco no Paranaense, eliminado logo na primeira fase, disputando o quadrangular de rebaixamento e preocupando para a sequência do ano. O que não tira os méritos do Tupi no confronto com os rubro-negros. Os mineiros venceram por 1 a 0 em Juiz de Fora e levaram a decisão para a Arena da Baixada. Nem mesmo as várias alterações do técnico Milton Mendes fizeram o Atlético marcar os gols necessários, depois que o Galo Carijó balançou as redes de Weverton na primeira etapa. A estreia de Walter com gol, no segundo tempo, não adiantou de nada.

A vida do Tupi na Copa do Brasil segue dura: pegará outra vez um adversário das divisões acima, dependendo de quem passar do duelo entre América Mineiro ou Ceará. Nada que não dê para superar. Se o adversário for o Coelho, dá para esperar uma torcida bem mais numerosa no Independência, sonhando com a classificação às oitavas de final. Mas a alegria dos seis que calaram milhares na Baixada mostra que a viagem até o Castelão, buscando outra noite memorável, valerá a pena.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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