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A cada jogo, Guerrero mostra como muda o Flamengo para melhor

Vencer, vencer, vencer. Paolo Guerrero estreou no Maracanã jogando pelo Flamengo com mais de 51 mil pessoas no estádio e deu mais uma demonstração da sua importância para o time. A vitória veio com placar apertado, 1 a 0, com gol dele. Mais do que o gol, o camisa 9 mostrou capacidade de segurar a bola e ajudar na construção das jogadas. Com ele em campo, são três jogos e três vitórias, além de três gols dele. Não dá para ignorar a mudança que o jogador causa no time.

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A sua estreia foi contra o Internacional em Porto Alegre e o Flamengo venceu por 2 a 1, com um gol e um passe para gol de Guerrero. Depois, atuou pela Copa do Brasil contra o Náutico, fora de casa, e os rubro-negros venceram por 2 a 0, com o segundo do time sendo marcado por ele. Por fim, neste sábado, estreou com a camisa do novo time no Maracanã e marcou o gol da vitória.

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Com Guerrero, o Flamengo se torna mais perigoso no ataque. E não é só impressão. Neste jogo contra o Grêmio, foram 21 chutes do rubro-negro ao gol. Sete deles foram de Guerrero. Ninguém chutou tanto ao gol na partida.

O Flamengo teve menos posse de bola que o Grêmio (56,8% contra 43,2%), mas conseguiu ser mais perigoso no ataque e não permitir muitos ataques do adversário. Em parte, porque a bola não voltava tão rápido do ataque, porque Guerrero conseguia dominar e manter a posse de bola para ajudar a armar o time. Isso fica mais claro quando vemos as estatísticas de bolas aéreas: Guerrero ganhou cinco vezes pelo ar, mais do que qualquer outro jogador na partida.

Ainda é cedo para saber até onde Guerrero pode levar o Flamengo. Mas fica claro que, com ele em campo, o time é melhor. Emerson Sheik também ajuda e o problema da falta de um meia ofensivo até fica sendo menos sentida. Éverton, que normalmente atua pelos lados, jogou mais pelo meio, deixando os lados para Marcelo Cirino e Emerson. E se não foi a solução perfeita, já ajudou o time.

O Grêmio do técnico Roger Machado não esteve no melhor dos seus dias e ofensivamente foi muito mal. O Flamengo tem méritos nisso, conseguiu melhorar um pouco a marcação, mas ainda é um time que dá muitos espaços. Este é, hoje, o principal problema do Flamengo, mais do que a falta de um jogador que crie as jogadas no meio. Ofensivamente, Guerrero e, em menor escala, Emerson Sheik, tornaram o time muito mais forte. É para o torcedor se animar e colocar mais vezes 50 mil pessoas no Maracanã.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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