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16 de julho de 1950: “Barbosa”, o curta que todo brasileiro deveria assistir uma vez na vida

A data estará sempre na memória do futebol brasileiro, não importa o que aconteça. O 16 de julho de 1950 pode não representar mais a nossa maior derrota em Copas do Mundo. Entretanto, em dor, ele é insuperável. E não apenas por aquilo que aconteceu no gramado do Maracanã, diante de 200 mil olhares atônitos. A dor se expressa pela vida posterior dos 11 que estiveram em campo. Que, por um gol, foram condenados. O peso gigantesco de uma culpa que carregaram, mas não mereciam. Morreram simples, quase todos após aposentadorias modestas, fruto de tempos em que o futebol não rendia cifras suntuosas. Libertaram-se das lembranças implacáveis.

A memória sobre a Copa de 1950, mais do que esportiva, deveria ser humana. Poucos são os personagens da história do futebol brasileiro que merecem tanta consideração quanto aqueles 11 jogadores – e não por piedade, mas pelo respeito que várias e várias vezes não receberam em vida. O nome de todos está na história, e muito além daquele dia, embora o silêncio do Maracanã seja inerente às suas biografias. Às vidas que se seguiram.

Neste 67° 16 de julho desde 1950, aproveitamos a data para reproduzir um dos filmes mais marcantes já produzidos sobre o futebol. O curta “Barbosa”, de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado, mistura imagens e áudios da época com uma ficção produzida em 1988, estrelada por Antônio Fagundes. Traz também o depoimento de Moacir Barbosa, o mais lembrado daqueles 11 homens por causa da decisão. O mais sofrido. E o que mais merece o respeito, além de um pedido de desculpas que nunca será suficiente pelo peso que carregou.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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