Ásia/Oceania

Oswaldo de Oliveira é moda no Japão

Com 10 anos efetivos de carreira como treinador – depois de ter sido preparador físico e auxiliar técnico em diversos clubes – Oswaldo de Oliveira vem consolidando sua carreira de treinador no Japão. Depois de um início meteórico de carreira, com um título brasileiro e do Mundial de Clubes da FIFA, o treinador passou de postulante à Seleção Brasileira a rotulado como “mais uma enganação”.

Oswaldo está no Japão desde 2007, sempre no comando do Kashima. Quando chegou, o time não fazia boa campanha – esteve próximo da zona do rebaixamento. Mas em uma arrancada que culminou com a quebra do recorde de vitórias consecutivas em uma mesma temporada, o clube acabou campeão, quebrando um jejum de seis temporadas. De quebra, ficou ainda com o título da Copa do Imperador.

No ano passado, o trabalho de Oswaldo de Oliveira foi novamente reconhecido. O time superou Kawasaki Frontale e Nagoya Grampus e ficou com o bicampeonato, com 63 pontos ganhos, e se isolou como o time com maior número de conquistas desde o advento da J-League, em 1993: seis campeonatos.

Na atual temporada, com 18 das 34 rodadas já disputadas, os Antlers de Oswaldo de Oliveira tem uma confortável vantagem sobre a concorrência. O time, que perdeu apenas uma partida, tem 43 pontos ganhos, nove a mais que o Urawa Red Diamonds, segundo colocado. Albirex Niigata e Kawasaki Frontale (com 33 pontos) e FC Tokyo (com 31) são os perseguidores mais diretos.

O time conta com os brasileiros Danilo (ex-São Paulo) e Marquinhos Cambalhota (ex-Coritiba), que foi artilheiro da temporada passada; e com o sul-coreano Joo-Ho Park, capitão da seleção de seu país no último Mundial Sub-20, há dois anos.

Trabalhando em um ambiente sem pressão, por conta dos bons resultados, Oswaldo de Oliveira pode solidificar sua carreira no futebol asiático – já havia treinado o Al-Ahli, do Catar, em 2006. Porém, o desejo de dirigir a Seleção Brasileira – esteve bem cotado depois da saída de Emerson Leão, em 2001; e logo após a Copa de 2002, quando Luiz Felipe Scolari afirmou que não continuaria à frente da equipe – fica cada vez mais distante.

Dinastia brasileira

O trabalho bem sucedido de Oswaldo de Oliveira fecha uma dinastia de treinadores brasileiros no comando do Kashima Antlers – que tem associação imediata com o futebol do país desde a criação da J-League, quando Zico era seu principal garoto-propaganda.

Desde 2000, somente brasileiros dirigem a equipe. Toninho Cerezo ficou durante seis temporadas, sendo substituído em 2006 por Paulo Autuori, antecessor de Oswaldo de Oliveira. Além deles, outros quatro brasileiros já foram treinadores do Kashima em seus 16 anos de existência: o próprio Zico; Zé Mário, João Carlos e Edu Coimbra.

Desafio: a Liga dos Campeões

Apesar de dominar atualmente o futebol japonês e de poder se tornar o primeiro clube a se sagrar tricampeão da J-League, o grande desafio de Oswaldo de Oliveira à frente do Kashima Antlers é dar ao clube um título continental. Na atual temporada, o time foi eliminado nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões pelo FC Seoul, da Coreia do Sul, e perdeu mais uma oportunidade de se igualar a Urawa Red Diamonds e Gamba Osaka, campeões continentais, respectivamente, em 2007 e 2008.

O Kashima Antlers só tem um título continental: o da A3 Champions Cup, competição disputada pelos campeões de Japão, Coreia do Sul e China, além de mais um clube do país sede. Na primeira edição do torneio, em 2003, o time então dirigido por Toninho Cerezo, foi campeão.

Encontros e desencontros chineses

Lembram do Aílton, aquele atacante brasileiro que fez sucesso no futebol alemão, jogando pelo Schalke 04? Ele está passando por um período de avaliação no Chongqing Lifan, que disputa a Pirelli Superleague, primeira divisão chinesa.

O campeonato chinês tem uma pausa entre os turnos no mês de junho, e Aílton está sendo observado pelo técnico do Lifan, o holandês Arie Haan. O Chongqing Lifan terminou o primeiro turno da competição na última posição, com apenas 9 pontos ganhos em 15 jogos.

Quem também está para se transferir para o futebol chinês é o atacante uzbeque Zaynitdin Tadjiyev, que atuava pelo Pakhtakor. O jogador de 31 anos é o maior goleador da história da Liga dos Campeões da Ásia, com 13 gols marcados em quatro edições do torneio – sendo cinco somente nesta temporada. Tadjiyev está prestes a assinar com o Tianjin Teda, 7º colocado na liga chinesa.

Enquanto uns chegam, outros pegam o destino de saída do futebol chinês. Caso do atacante Jiang Ning, que atua pelo Qingdao Zhongneng e está se transferindo para o futebol russo. Ning, que fez parte da equipe chinesa que atuou nos Jogos Olímpicos do ano passado, está passando por um período de avaliação no Moskva.

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Equipe Trivela

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