Ásia/OceaniaMundial de Clubes

Mundial sem o Auckland? Pode acontecer, já que o clube busca a profissionalização na A-League

Com o final do ano chegando, se aproxima também o Mundial de Clubes da Fifa. E, mais uma vez, a Oceania será representada pelo Auckland City. Das últimas 11 edições da Liga dos Campeões da Oceania, o clube kiwi se sagrou campeão oito vezes. Virou figurinha carimbada na competição internacional. Mas esse status e essa hegemonia podem ter dias contados. E por opção do próprio Auckland, que quer passar a disputar a A-League, o campeonato nacional da Austrália. Um passo importante para a profissionalização definitiva do clube, embora o afaste de sua principal vitrine.

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Não há nenhum empecilho ao Auckland City em participar da liga do país vizinho. A A-League já conta com a presença do Wellington Phoenix, representante neozelandês há dez anos, quando entrou no lugar do New Zealand Knights, extinto em 2007. Entretanto, isso também significará o adeus dos octacampeões continentais da Liga dos Campeões da Oceania. Isso porque, desde 2006, a Austrália é filiada à AFC e os clubes da A-League disputam a Liga dos Campeões da Ásia. Em 2014, inclusive, a principal competição asiática terminou conquistada pelo Western Sydney Wanderers.

De qualquer maneira, para deixar o Campeonato Neozelandês e ingressar na A-League, o Auckland depende de um convite da federação australiana. Apesar de suas manifestações a favor disso, o presidente do clube acha difícil que a admissão ocorra tão cedo. “É óbvio que queremos jogar o outro campeonato, mas é complicado quando eles só estão chamando por interesse”, disse Ivan Vuksich. “Nós estamos sempre ouvindo da federação que ela está vendo se nossa entrada acontece em 2018/19. Mas daqui para lá tem muito tempo. Fizemos algumas tentativas e conversamos com os financiadores da liga, mas eles dizem que ainda é muito cedo”.

O Auckland, hoje, tem um dos maiores mercados da Oceania em função do grande número de torcedores. A marca, porém, não é bem explorada em uma competição semi-profissional como o Campeonato Neozelandês. Os dirigentes acreditam que o potencial do clube seria melhor aproveitado caso disputasse a A-League.

Na próxima quinta-feira, os neozelandeses, estreiam no Mundial. Com oito participações, é a equipe mais vezes presente no torneio da Fifa. Nesta ocasião, enfrenta o Kashima Antlers, campeão da J-League. Além da classificação para a fase seguinte, estará em jogo também quase US$ 1 milhão, bolada oferecida ao vencedor do confronto. Valor, inclusive, que se equivale ao maior montante que um time esportivo da Nova Zelândia pode receber. Nem mesmo as competições de esportes mais populares que o futebol no país desembolsam tanta grana quanto a classificação às quartas de final do Mundial. Fortuna que, todavia, os kiwis desejam abrir mão para alçar voos mais altos na A-League.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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