Ásia/Oceania

Começou a ‘Osako-mania’

Um nome próprio: Yuya Osako. O autor do segundo gol da vitória do Kashima Antlers sobre o Shanghai Shenhua por 2 a 0 pela Liga dos Campeões da Ásia é a nova coqueluche no futebol japonês. Com 18 anos e entrando pela primeira vez como titular, não tremeu ao ser ‘lançado na fogueira’ numa partida com ingredientes dramáticos, já que o Antlers vinha de duas derrotas consecutivas – uma na LC e outra na J-League – e as críticas eram escaldantes.

 É evidente que a primeira coisa que vêm à mente é:
“Um treinador experiente como Oswaldo de Oliveira, num jogo de risco, não lançaria um menino que até dois meses atrás estava disputando torneios amadores se não tivesse total confiança nele. É impossível acreditar que seja uma atitude irresponsável”.

Dos pés do camisa 34 saíram os gols do bicampeão japonês. Um ele serviu Takuya Nozawa na medida certa. No outro ele aproveitou uma escapada do brasileiro Marquinhos e com competência finalizou de canhota e espantou a crise que rondava o time de Ibaraki. Surgia a Osako-mania, que invadiu os noticiários esportivos na terra do sol nascente na última semana.

É óbvio que não se trata de um fora-de-série – longe disso – mas um aspirante a ‘match-winner’ carregado de potencial para se tornar uma figura importante no Antlers e talvez na seleção.

Canhoto e esguio, gosta de habitar os últimos metros do campo com mobilidade e sentido de baliza. Nota-se que se ganhar rotina, massa muscular e agressividade, vai ‘acontecer’. Mas os adjetivos que a imprensa nipônica vem usando são totalmente deslumbrados…

Atacantes japoneses: uma reflexão

Apesar do tremendo sucesso (no Oriente) do atacante Kazuyoshi Miura nos anos 90, é inegável que os melhores jogadores japoneses sempre foram meio-campistas. Hidetoshi Nakata, Shunsuke Nakamura, Shinji Ono, Mitsuo Ogasawara, Yasuhito Endo, enfim, o núcleo mais potente de peças dos times japoneses sempre esteve concentrado no meio-campo.

Os atacantes japoneses sempre foram um fiasco quando jogaram longe do oriente quer seja por clubes ou seleção. Jo, Okubo, Nishizawa, Suzuki, Yanagisawa e muitos outros avançados não foram capazes de superar as barreiras culturais, ambientais e técnicas longe de casa. Na Copa de 2006 Zico chegou a criticar a falta de ‘instinto’ dos seus homens de frente na hora de matar o jogo (o gol que Yanagisawa perdeu contra a Austrália foi de uma displicência absurda).

Talvez os brilhos intermitentes de Naohiro Takahara na Bundesliga tenha sido uma exceção. O atual avançado do Urawa Red Diamonds também foi o último japonês artilheiro da J-League, em 2002. De lá pra cá, o domínio dos brasileiros na tabela de goleadores da J1 é avassalador.
 

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Equipe Trivela

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