Ásia/Oceania

Clássico japonês apimenta semi da LC

Depois do empate em 1 a 1 no primeiro jogo, Gamba Osaka e Urawa Red Diamonds farão o jogo de volta das semifinais da Liga dos Campeões da Ásia em Saitama, casa dos ‘Reds’.
O clássico japonês que definirá o finalista da principal competição de clubes do continente é cercado de ingredientes que tornam a partida extremamente atraente.

 O Urawa Reds, atual campeão, vive melhor momento e é dono de uma condição financeira bem superior. O Gamba tem uma equipe entrosada, coordenada e muito capaz, principalmente por ter o vitorioso técnico Akira Nishino, uma velha raposa na terra do sol nascente.
 

Apesar do domínio do Urawa nos últimos anos, é o time de Osaka que tem a vantagem histórica no confronto direto, vencendo em quase 56% das ocasiões. Mas como precisa da vitória no jogo de volta, as estatísticas apontam que o clube da ilha de Honshu só conseguiu sair de Saitama vencendo em 16,7% das vezes… 

NÚMEROS DO CONFRONTO

Na história…
O Gamba Osaka venceu 55,6%
O Urawa Reds venceu 22,2%
22,2% acabou empatado

Os últimos 6 jogos em Saitama…
50% acabou empatado
33,3% vitória do Urawa Reds
16,7% vitória do Gamba Osaka

ANÁLISE DO CONFRONTO

Urawa Reds: Retorno as raízes

No jogo de ida em Osaka, o treinador alemão Gert Engels manteve o 3-5-2 que despachou o Al-Qadisiya, do Kuwait. Com três elementos na defesa e dois volantes muito consistentes (Hosogai e Hirakawa), os alas Nobuhisa Yamada e sobretudo Takahito Soma (extrema vivacidade no flanco esquerdo) se soltaram e se transformaram nas opções ofensivas mais agudas dos atuais campeões.

Com o ‘playmaker’ Robson Ponte pouco inspirado, a dupla de ataque Edmilson-Takahara se esmiuçou. Talvez esteja na hora de usar a imprevisibilidade de Tatsuya Tanaka no setor. Os ‘Reds’ também sentem a falta de um articulador com passes refinados que auxilie Robson Ponte na criação.

Ano passado o time tinha isso em Shinji Ono. Além dele, é indiscutível a ausência de um predador de área como era Washington (atual Fluminense). Talvez a falta dessas características tenha feito o técnico germânico desistir do 4-4-2 e regressar ao 3-5-2 dos tempos de Guido Buchwald (2004 e 2005). A ordem é apostar na vocação ofensiva de seus alas, abastecendo mais ainda um ataque que não tem empolgado este ano.

Gamba Osaka: Posse de bola e deficiências de definição

O Gamba teve total domínio da partida de ida, mas faltou maior instinto para decidir o jogo nas oportunidades que teve. É uma equipe com apreciável toque de bola, coordenado e com as linhas muito juntas.

Características oriundas do entrosamento, só o meio-campo titular (Endo-Futagawa-Myojin-Hashimoto) juntos tem quase 800 partidas pelo clube da ilha de Honshu.
Inclusive, Yasuhito Endo com seu cirúrgico pé direito é o mentor das ações ofensivas do time.

O ‘Beckham asiático’ tem tanta importância, que o treinador Akira Nishino no primeiro jogo ordenou que o volante Futagawa ajudasse Akira Kaji a conter as acelerações do ala Soma, liberando Endo de acompanhar a subida do ala dos 'Reds' para soltar sua criatividade na faixa direita, fletindo sempre com o centro.

Questionável mesmo foi deixar Roni no banco enquanto Ryuji Bando e Masato Yamazaki definhavam no ataque. O poder de definição do ex-atacante do Fluminense era o que o Gamba precisava. Inexplicável!

 

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Equipe Trivela

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