América do Sul

[Vídeo] Este menino define perfeitamente o que é sofrer por um clube desde pequeno

Há quem diga que a arquibancada forma caráter. Frequentando desde pequeno, pelo menos, dá para formar paixão. É quase sempre tiro e queda para deslumbrar uma criança, tentar convencê-la de torcer por um time. Se nós, marmanjos, já entramos em transe ao sermos absorvidos pelo fenômeno das massas, impressionar alguém que conhece bem menos do mundo é até mais simples. E o mais legal é notar com a onda também leva os pequenos, agindo como outros torcedores calejados de estádio. Definitivamente, o amor por um clube não tem idade. Nem o sofrimento.

VÍDEO: Por sua paixão, menino virou ídolo dos próprios jogadores do Rayo Vallecano

Fica fácil perceber o tamanho do poder das arquibancadas no vídeo abaixo. Várias crianças foram filmadas durante a partida entre Cerro Porteño e Rubio Ñu, pelo Campeonato Paraguaio. A maioria, acompanhando seus pais e igualmente se divertindo na torcida. Mas nenhuma delas se compara ao garotinho que veste alviverde e delira pelo azarão da noite. Da fé que seu time pode surpreender, ele vai ao pranto.

O menino pede para que os seus jogadores toquem a bola. Pouco depois, urge por um gol ao atacante Claudio Correa, uma das referências do time. Nada feito. E, quando pergunta em vão quando o Rubio Ñu irá marcar, sofre o dolorido golpe: o tento, na verdade, é do Cerro Porteño, que abriu 2 a 0 no placar. Não há nada que o console. Muito menos o futuro de um clube que, apesar da ascensão marcante nos últimos anos, ainda tem um longo caminho para percorrer se quiser ser grande. As lágrimas serão comuns, em contraste com os sorrisos frequentes de Cerro e Olimpia. Só enxugadas no momento em que surge a oportunidade de comemorar um gol do Rubio Ñu. Apesar de tudo, o futebol faz mais sorrir do que chorar até o torcedor maltratado pelo Íbis.

* A dica do vídeo é do amigo Daniel Cassol, do Futebol e Outras Guerras e do Puntero Izquierdo

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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