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Uruguai e Chile dão passos importantíssimos rumo à Copa

A 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas terminou com dois grandes vencedores. O Uruguai superou todas as dificuldades e, mesmo sendo inferior à Venezuela, conquistou uma vitória fundamental graças a sua grande virtude nos últimos meses: a individualidade. Já o Chile deu a prova definitiva de sua ascensão coletiva ao conquistar a terceira vitória consecutiva na competição, de maneira categórica. Resultados essenciais para a definição dos representantes do continente na Copa do Mundo de 2014.

Pela tensão envolvida e pela situação complicada na tabela, o Uruguai conquistou a vitória mais surpreendente. As condições eram desfavoráveis à Celeste em Porto Ordaz, onde não poderia contar com o suspenso Luis Suárez, melhor jogador da seleção nas Eliminatórias. Para piorar, os venezuelanos pressionaram o jogo todo, obrigando Fernando Muslera a realizar boas defesas. No fim das contas, a vitória por 1 a 0 foi definida em um lance de brilhantismo de Edinson Cavani, que cortou a marcação e definiu com primazia para balançar as redes.

A vitória recoloca os uruguaios na zona de repescagem, na quinta colocação. A equipe de Óscar Tabárez soma os mesmos 16 pontos da Venezuela, mas com melhor saldo e um jogo a menos, além de dois a mais que o ascendente Peru, com as mesmas 12 partidas. Tão importante quanto é o caráter emocional aos charruas, que vinham de seis rodadas sem vitórias no qualificatório e que ainda não tinham o gosto de triunfar longe de Montevidéu nesta edição do torneio.

O resultado do Chile, por sua vez, não era tão imprevisível assim, dada a vantagem de jogar no Estádio Nacional de Santiago e de enfrentar a frágil seleção da Bolívia. Mais importante que o placar por 3 a 1, entretanto, foi a forma como a vitória veio. Um futebol ofensivo, de bastante mobilidade, com o retorno do 3-4-3 característico de Marcelo Bielsa e herdado por Jorge Sampaoli. Eduardo Vargas, Alexis Sánchez e Arturo Vidal, símbolos do vigor ofensivo de La Roja, fizeram os gols e a vantagem foi até pequena diante da quantidade de chances criadas.

É a terceira vitória consecutiva dos chilenos, que vivem a melhor fase nesta reta final das Eliminatórias. As mudanças desde a chegada de Sampaoli no comando são evidentes, com o ex-treinador da Universidad de Chile perdendo apenas sua estreia na competição, em derrota vendida cara para o Peru em Lima. Com 21 pontos, o Chile dá um passo importantíssimo para assegurar a vaga direta no Mundial, tendo mais três jogos pela frente, dois deles dentro de casa, ante Equador e Venezuela.

Argentina e Colômbia, a detalhes da Copa de 2014

Obviamente, Colômbia e Argentina também tiveram seus méritos. A Albiceleste já se garantiu ao menos na repescagem e ficou a uma vitória do Mundial. O futebol exibido no empate por 1 a 1 contra o Equador, terceiro colocado na tabela, pode não ter sido o melhor. Depois de um bom início, Agüero abriu o placar, mas Castillo logo empatou. Sem Messi durante a maior parte do tempo, os argentinos sofriam com a altitude e ainda tiveram Mascherano expulso de maneira estúpida, por chutar o motorista do carrinho de maca. No fim, a satisfação com o resultado foi geral, arrancando os primeiros pontos de La Tri em Quito nessas Eliminatórias.

Já a Colômbia deu outra mostra de seu potencial com José Pekerman contra o Peru. O triunfo em por 2 a 0 Barranquilla foi definido logo nos primeiro tempo, com um gol de Radamel Falcao García e outro belo tento de Teófilo Gutiérrez. Prevaleceu o talento individual do ataque e a solidez da defesa, que não sofreu gols em casa pelas Eliminatórias desde novembro de 2011, quando a equipe ainda era treinada por Leonel Álvarez. Um triunfo que deixa os Cafeteros bem mais próximos de disputarem seu primeiro Mundial em 16 anos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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