América do Sul

A torcida de La U ofereceu uma das festas mais belas do ano no clássico contra o Colo-Colo

O Campeonato Chileno viveu o seu grande clássico em máxima combustão neste final de semana. Universidad de Chile e Colo-Colo se encontraram no sábado, pela nona rodada do Clausura. E que o início do ano não seja bom, incluindo aí as cenas lamentáveis vividas na Arena Corinthians durante a última semana, os azules de La U não deixaram de entregar toda a sua energia. Mandantes da tarde, encheram as arquibancadas do Estádio Nacional de Santiago, oferecendo uma força imensa. Sobretudo, no recebimento dos times ao gramado, com aquilo que uma boa festa sul-americana manda: fogos, papel picado, bobinas, fumaça e (claro) muita cantoria, que se seguiu durante os 90 minutos de jogo.

O espetáculo da Universidad de Chile, no fim das contas, acabou sendo uma resposta aos rivais do Colo-Colo. No último treino antes dos clássicos, os albos fizeram o tradicional ‘arengazo’ ao Cacique. Ocuparam o Estádio Monumental David Arellano para empurrar os seus jogadores e demonstrar o apoio incondicional, com muitas faixas e fogos de artifício.

Pena que, dentro de campo, os dois times não compensaram. Prevaleceu o empate por 2 a 2, em jogo decidido pelas falhas dos goleiros. La U abriu o placar aos 23 minutos, aproveitando péssima saída do goleiro Paulo Garcés, enquanto o Colo-Colo igualou pouco antes do intervalo, em malfadado golpe de vista de Johnny Herrera em chute de Octavio Rivero. Já na segunda etapa, os arqueiros fizeram pior, com dois frangaços. Garcés aceitou a cabeçada de Felipe Mora que veio em sua direção. E, do outro lado, Johnny Herrera se preocupou mais com a pose e deixou que o chute colocado de Rivero passasse por entre suas mãos. Os albos aparecem na segunda colocação do Clausura, enquanto os azules estão em quinto.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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