Sul-Americana

São Paulo lutou, criou, perdeu gol, chegou a virar, mas foi eliminado pelo Lanús de maneira dramática

O São Paulo lutou. O São Paulo criou, e o São Paulo perdeu chances. Chegou a ficar com a vaga na mão a minutos do fim, mas levou mais um gol do Lanús, aos 47 minutos do segundo tempo, venceu por 4 a 3 no Morumbi e foi eliminado na segunda rodada da Copa Sul-Americana pelos tentos marcados fora de casa.

A derrota por 3 a 2 na Argentina não havia sido um desastre. Permitia ao São Paulo avançar com uma vitória simples desde que… não levasse três gols em casa. O jogo começou ruim. Logo aos 16 minutos, Tchê Tchê errou na defesa, deixou a bola calminha para De La Vega recolher na intermediária e acertar um chutaço para abrir o placar. Daniel Alves, porém, não demorou a empatar, com a cabeça, completando cobrança de escanteio de Reinaldo.

O primeiro tempo do São Paulo passou longe de ser ideal. O Lanús continuou em cima. De La Vega mandou outro chute forte de fora da área à esquerda do gol de Volpi, que depois fez uma grande defesa em cabeçada de Burdisso. Luciano teve uma grande chance, mas não pegou legal na bola, e, a dois minutos do fim, o Lanús virou quando Di Placido cruzou da direita e Aguirre pegou de primeira na segunda trave.

Fernando Diniz retornou com Pablo na vaga de Diego Costa. E o São Paulo melhorou bastante no segundo tempo. Logo de cara, Luciano perdeu uma grande chance de cabeça. Gabriel Sara acertou a trave, Pablo mandou o rebote para fora, e Brenner também não conseguiu acertar o gol. Aos 16, Daniel Alves deu um bolão para Pablo que girou batendo rasteiro de dentro da área para empatar a partida.

Dava para respirar um pouco mais. Bastava um gol para levar a disputa aos pênaltis. Sara chutou por cima e depois cruzou para Brenner, bem livre, perder outra grande chance. O goleiro Lautaro Morales defendeu um chute perigoso de Sara. E logo em seguida, saiu o terceiro gol. De tanto pressionar, o São Paulo conseguiu forçar o Lanús a mandar uma bola contra a sua própria rede. Sara cruzou da esquerda, e Nicolás Thaller marcou contra.

Era o bastante para pelo menos enviar o São Paulo à disputa de pênaltis com moral, mas por que parar por aí? Três minutos depois, outra bolaça de Daniel Alves, um cruzamento alto e cheio de curva que encontrou Sara livre pela esquerda. A firme cabeçada colocou o clube brasileiro à frente no placar agregado.

Mas… aos 47 minutos, a bola ficou viva na área do São Paulo. Nenhum brasileiro conseguiu recuperá-la. Lautaro Acosta deu um bom passe para Nicolás Orisini completar e transformar o que seria uma épica classificação tricolor em uma dramática tragédia.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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