O caos imperou na Fonte Nova, com uma arbitragem que roubou a cena na vitória do Defensa y Justicia sobre o Bahia
Numa noite marcada pelas arbitragens péssimas nos torneios da Conmebol, o Bahia x Defensa y Justicia pelas quartas de final da Copa Sul-Americana conseguiu se superar. Os argentinos venceram na Fonte Nova por 3 a 2, mas não há história do jogo sem mencionar o equatoriano Guillermo Enrique Guerrero a cada frase. O juiz fez uma arbitragem caótica, sobretudo no primeiro tempo, com recorrentes e longas revisões do VAR. No fim, seriam seis decisões com interferência do vídeo, algumas delas revertidas, que geraram 14 minutos de acréscimos. As paralisações constantes mal permitiram que a bola rolasse e impediram a partida de ser minimamente agradável. O Tricolor saiu descontente com algumas decisões, ainda que possua sua própria responsabilidade pelo resultado, com certa dose de apatia e também chances desperdiçadas.
O Defensa y Justicia abriu o placar aos três minutos. A partir de uma roubada de bola, os argentinos avançaram com velocidade e Braian Romero definiu na saída do goleiro Anderson. O VAR centralizaria as atenções desde então, com uma longa demora para determinar a validade do tento. E não tardaria para a revisão atuar do outro lado. Aos 15, Nino lançou Gilberto e o centroavante guardou, mas de novo a arbitragem de vídeo precisaria intervir. Foi uma longa espera, até que o impedimento acabasse determinado – mesmo sem ficar claro na transmissão, com a impressão de posição legal do centroavante. A bola mal rolava em Salvador, até que a terceira checagem acontecesse aos 20. Desta vez Walter Bou reclamou de um pênalti cometido por Anderson Martins e a longa revisão confirmou, num toque por baixo. Braian Romero se encarregou da cobrança e guardou.
Quando finalmente a partida se desenvolveu um pouco mais, o Bahia tentaria a pressão e conseguiria um pênalti aos 33. A nova checagem, porém, corretamente negou a marcação. Aos 37, não perca a conta, mais um possível pênalti ao Tricolor. Desta vez, confirmado por um toque de mão, na infração mais clara da noite. Gilberto descontou na marca da cal. E no primeiro tempo limitado pelo apito, a quarta revisão de pênalti ocorreu aos 44. Mesmo com o braço de Franco Paredes colado ao corpo, o árbitro confirmou. Os baianos ganharam uma chance de empatar, mas Gilberto foi mal na cobrança e isolou. Diante de tantas interrupções, foram necessários 14 minutos de acréscimos. O Bahia seguiria mais em cima no ataque, mas o goleiro Ezequiel Unsain realizaria boas defesas, inclusive parando Rossi no mano a mano.
O Bahia voltou ao segundo tempo com as entradas de Rodriguinho e Gabriel Novaes. Os tricolores pareciam dispostos à reação, com Unsain realizando grande defesa com o pé diante de Gilberto, mas logo ficou claro como faltava mais intensidade na pressão baiana. O Defensa achava espaços e passou a ensaiar o terceiro. Hector Martínez forçaria uma ótima defesa de Anderson em cobrança de falta, até que os auriverdes voltassem a balançar as redes aos 23. Num contra-ataque, Valentin Larralde avançou pela direita e fez o cruzamento rasteiro para Enzo Fernández guardar. O Bahia sentiu o baque e levou um tempo para reagir, com Unsain dando um tampinha em cobrança de falta de Elias. Já aos 32, veio o segundo gol. Gabriel Novaes fez uma jogadaça e rabiscou a defesa adversária, tocando para Matheus Bahia bater bonito de primeira. Entretanto, o Tricolor não teria forças para ir além.
As decisões da arbitragem dominarão o debate sobre o jogo, naturalmente, mas não podem esconder também os problemas do Bahia. A equipe concedeu espaços demais ao Defensa y Justicia na defesa e também não teve a precisão necessária quando poderia reagir, sobretudo pelo pênalti desperdiçado por Gilberto. A missão se torna bem mais difícil para o reencontro na Argentina durante a próxima semana. Com os gols fora, as vitórias tricolores por 1 a 0 ou por 2 a 1 seriam insuficientes à classificação.
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