Sul-Americana

Zagueiro artilheiro é o exemplo da ineficiência ofensiva do Grêmio em eliminação

Após perder a ida por 2 a 0, Imortal empata e cai para o Alianza Lima em plena Arena do Grêmio lotada

Como perdeu a ida por 2 a 0, o Grêmio precisava vencer por no mínimo dois gols de diferença para levar os playoffs da Copa Sul-Americana aos pênaltis, mas não conseguiu e o Alianza Lima avançou na noite desta quarta-feira (23). A prova da ineficiência do time de Mano Menezes veio com o empate em 1 a 1 mesmo com mais de 46 mil torcedores apoiando na Arena.

O Imortal só marcou graças a bola parada, aos 10 minutos do segundo tempo, em escanteio perfeito de Marlon, concluído em bonito chute de Gustavo Martins, zagueiro improvisado na lateral e também autor do gol do empate no jogo contra o Vasco no último final de semana.

O gol nem era justo no momento que saiu. A equipe gaúcha fez uma primeira parte muito abaixo, sem conseguir controlar o jogo e não criando nada de perigoso.

Do meio para o fim da etapa final, porém, até que os comandados por Mano acordaram, tiveram chute na trave e exigiram grandes defesas de Viscarra, mas falharam em concluir suas chances. E ainda teve tempo para bonito gol de Hernán Barcos, ex-Grêmio, em cavadinha nos acréscimos. Um golpe para tornar ainda mais dolorida a eliminação.

Não conseguir marcar dois gols na partida nem foi uma novidade para o Grêmio. Na verdade, isso tem sido comum no recorte recente. Nos últimos 14 jogos entre Brasileirão, Sul-Americana e Copa do Brasil, só tinha marcado duas vezes em uma oportunidade. No restante, só cravou uma ou nem marcou gols.

Mano até que tentou mudar a realidade do time. Surpreendeu com a escalação do garoto Riquelme como meia. Não deu certo. Poderia ter resolvido no intervalo, mas tirou Cristian Oliveira, o melhor em campo, e colocou dois atacantes com a entrada de André Henrique. Faltou mais repertório coletivo do que, necessariamente, individualidade.

Eliminado na Copa do Brasil para o CSA, da terceira divisão, e agora pelo Alianza na Sula, o Tricolor poderá focar suas atenções para sair de perto da luta contra o rebaixamento no Brasileirão e sonhar com uma vaga em competição continental em 2026.

Grêmio tem 1º tempo ansioso e pouco efetivo

Foram 45 minutos de muita ansiedade do Grêmio. Uma pressa que atrapalhou o time a ter o controle do jogo (até por isso, a posse de bola terminou empatada) e causou muitas faltas e cartões amarelos para ambos os lados.

A ineficiente ofensiva do Imortal também marcou a primeira parte do duelo. Por mais de 20 minutos, o time brasileiro só tinha chutado uma vez, uma batida de Cristian Oliveira bloqueada na área. Depois, Braithwaite mandou uma pela linha de fundo, mesmo destino de batida de fora da área de Alysson. O centroavante dinamarquês ainda teve o único certo aos 38, quando finalizou em giro na área e a bola veio fácil nas mãos do goleiro.

O Alianza, também pouco perigoso no ataque, aproveitava para segurar a bola quando tinha a posse. Quando colocava velocidade, Quevedo de um lado e Castillo, o carrasco da semana passada, participavam bem, mas não conseguiram criar.

Walter Kannemann em ação pelo Gremio
Walter Kannemann em ação pelo Gremio (Foto: Gazeta Press/Maxi Franzoi/AGIF)

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Imortal até merecia a vitória, mas toma empate no fim

O gol cedo, aos dez, não empolgou diretamente o Grêmio, que voltou mal do intervalo. Volpi precisou salvar com o pé uma grande chance na área em chute cruzado de Quevedo. A partir dos 28, porém, tudo mudou.

A bola na trave em chute cruzado de André Henrique animou o Tricolor. Marlon causou arrepios em batida de fora da área. Pouco depois, Braithwaite, na pequena área, viu Viscarra fazer uma defesa inacreditável. O goleiro também pegou uma falta espetacular de Cristian Pavón. Quando parecia que o lado brasileiro estava mais próximo do gol, veio Barcos para eliminar o Tricolor.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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