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Seis vitórias em seis jogos: O Uruguai é uma máquina de esmagar adversários no Centenário

O Uruguai segue como uma das forças da América do Sul, mas poucos imaginariam uma campanha tão contundente da Celeste nas Eliminatórias da Copa. O time de Óscar Tabárez soma sete vitórias em 11 rodadas, disputando ponto a ponto a liderança com o Brasil. E conquistou mais três pontos nesta quinta, com um triunfo apertado, mas importante sobre o Equador. A capacidade de reação dos charruas acabou sendo fundamental para o placar de 2 a 1 no Estádio Centenário, que leva a equipe aos 23 pontos. Já o Equador estaciona com 17, ainda na zona de classificação ao Mundial.

A bola parada, sempre ela, valeu demais ao Uruguai. O time da casa abriu o placar aos 12 minutos, em escanteio que Coates completou dentro da área. E queria mais, com Luis Suárez elétrico no comando de ataque, desta vez sem a companhia do lesionado Cavani. O Equador, entretanto, possui um dos contra-ataques mais letais do continente. E os uruguaios sentiram isso na pele, quando Felipe Caicedo empatou, após excelente arrancada de Ibarra. Foi o primeiro gol sofrido em casa pelos uruguaios em toda a campanha nas Eliminatórias.

Ao menos, a Celeste reagiu de imediato. Os equatorianos mal puderam comemorar, já que Diego Rolán retomou a vantagem no minuto seguinte, instantes antes do intervalo. Após rebote do goleiro Dreer, a sobra ficou com Carlos Sánchez. O meia cruzou com força e Rolán conseguiu desviar de letra. Já no segundo tempo, morno, o Equador teve suas chances de retomar a igualdade, mas fez pouco para que ela se concretizasse.

Nome por nome, o Uruguai é inferior a outras seleções do continente. Possui um craque, alguns jogadores acima da média, mas também diversas lacunas. Isso, porém, nunca foi problema para o Maestro Tabárez, que mostra novamente a força de seu conjunto. Os charruas possuem a melhor defesa das Eliminatórias e o segundo melhor ataque. Além disso, são os melhores mandantes do continente, com seis vitórias em seis partidas no Centenário. Como diria o sábio, a Rússia é logo ali.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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