América do SulSul-Americana

Por lugar na história, La U e LDU decidem Sul-Americana

Ainda que não tenha o mesmo peso de uma Libertadores, a Copa Sul-Americana sagrará em 2011 um campeão que entrará para a história do continente. Donas de campanhas sólidas até a decisão, Universidad de Chile e LDU fazem o segundo jogo da final nesta quarta-feira, no Estádio Nacional de Santiago.

Após a façanha na partida de ida, vitória por 1 a 0 em Quito, La U pode até mesmo empatar que ainda garante o título. Assim como acontece da Libertadores, não há peso maior para gols fora de casa anotados na decisão. Uma vitória dos equatorianos por um gol de diferença leva o encontro para a prorrogação e, se necessário, para os pênaltis.

Na Universidad de Chile, mais que o desejo de título, há ainda a tentativa de manter a série invicta que já dura 34 jogos. Apenas na Sul-Americana, foram nove vitórias e dois empates em 11 jogos, deixando para trás Nacional-URU, Flamengo e Vasco rumo a sua primeira final continental.

Para esta segunda partida, o técnico Jorge Sampaoli voltará a utilizar o já consagrado 3-4-3, esquema costumeiro da equipe. Mais cauteloso em Quito, o treinador preferiu sacar um de seus atacantes para reforçar a marcação com mais um volante. Com isso, o ponta esquerda Francisco Castro retorna a seu posto entre os titulares, enquanto Albert Acevedo fica entre os suplentes.

Sampaoli deixou claro que a mentalidade ofensiva do time será mantida: “Temos claro que o caminho que mais aproxima da vitória é o protagonismo, o ataque constante, não renunciar a nossa ideia. O aconselhável é seguir crendo no que estamos fazendo, não mudar nada. Esse grupo sabe conviver bem com a emoção que está vivendo. Temos tranquilidade, mas ninguém sai campeão antes de jogar e isso o grupo tem claro”.

O restante do time não será alterado pelo comandante, que deve atentar apenas para a marcação do zagueiro José Manuel Rojas e do ala Eugenio Mena pelo lado esquerdo da defesa, onde o time se mostrou mais vulnerável no jogo de ida. O destaque, no entanto, fica com o armador Charles Aránguiz e o ponta Eduardo Vargas, principal goleador do time – com nove gols, está a um tento de quebrar o recorde de Humberto Suazo na artilharia de uma única edição da Sul-Americana.

Do outro lado, a LDU seguirá em busca de seu terceiro título continental em quatro anos, após levar a Libertadores em 2008 e a Copa Sul-Americana em 2009. Mesmo com a fama da altitude de Quito, o desempenho dos Albos nos jogos fora de casa se mostra favorável na competição: fazendo as partidas de volta longe de seus domínios, a equipe garantiu a classificação contra Independiente, Libertad e Vélez Sarsfield.

E, ainda que precise do resultado positivo a qualquer custo, o técnico Edgardo Bauza não abdicará de seu time armado no 3-5-2. A única mudança confirmada pelo argentino é a entrada de Luis Bolaños no lugar de Claudio Bieler no ataque, adicionando mais velocidade ao setor.

“A ilusão não nos leva a nada. Nós precisamos reduzir isso àquilo que é: apenas um jogo de futebol, onde vamos ter que trabalhar muito para combater os rivais. Trataremos de ganhar a partida, porque é isso que viemos buscar e é a única forma de reverter isso”, afirmou Bauza, em coletiva realizada na véspera da decisão.

A força do time começa no gol, onde Alexander Domínguez vive grande fase. Dúvida para o jogo, Néicer Reasco está confirmado na ala direita e, juntamente com Paul Ambrosi na esquerda, faz das jogadas pelos flancos uma das principais armas da equipe. A organização do time fica a encargo do argentino Equi González, enquanto Hernán Barcos é o responsável por colocar a bola na rede – apesar de atuação apagada na ida ante a La U, foram dele os três gols da equipe nas semifinais conta o Vélez.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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