América do Sul

Fornecedora não entrega camisas da Venezuela para amistoso, compra genéricas e improvisa imprimindo por cima

A Venezuela viveu uma situação inusitada em seu amistoso contra a Catalunha, nesta segunda-feira. A fabricante de material esportivo, a italiana Givova, não conseguiu entregar as camisas para o jogo e teve que improvisar: comprou de outra marca, arrancou as etiquetas e imprimiu em cima, modificando para personalizar a camisa venezuelana. Uma situação ridícula e que não passou em branco: jogadores da Vinotinto reclamaram no Twitter sobre o caso.

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O atacante Salomón Rondón, que joga no Newcastle, da Inglaterra, publicou no seu Twitter um protesto contra a marca italiana com um proibido em cima do nome e os dizeres “não estão à altura!”.

Depois do amistoso, o capitão do time, Tomás Rincón, que joga no Torino, da Itália, foi mais um a reclamar. Publicou a foto das camisas e a mensagem: “Givova, te exigimos máximo respeito à nossa camisa nacional e a cada integrante da equipe. Não ter camisas para jogar hoje e estampar umas que compraram é lamentável, o que vocês fizeram é vergonhoso”.

A Givova já tinha vivido problemas com a Venezuela antes. Em janeiro, quando apresentou os novos uniformes modelo 2019 para a seleção, recebeu uma enxurrada de críticas pelo tom da camisa, que não respeito à tradição do país – a seleção venezuelana não se chama viñotinto por acaso, afinal. Só que festa vez a marca foi além e sequer conseguiu fazer o básico que se espera de um fornecedor de material esportivo, que é, evidentemente, fornecer o material esportivo.

Nas fotos do jogo, fica claro que a camisa tem um tom diferente do resto do uniforme, evidenciando o improviso. Segundo Richard Mendez, da ESPN venezuelana, a camisa foi produzida por outra marca, comprada e modificada pela Givova, que removeu os logos e etiquetas antes de imprimir sua própria marca e da Venezuela. A camisa usada é da marca Quechua, da Decathlon, que é vendida por € 10 a unidade, segundo a Footy Headlines.

A pergunta que fica é: o que será feito entre Venezuela e a Givova, já que a seleção venezuelana tem que jogar a Copa América que começa em junho no Brasil. Será que teremos mudança na fornecedora de material, em um processo que não será tranquilo, às vésperas da competição?

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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