Para sair da fila
/https%3A%2F%2Ftrivela.com.br%2Fapp%2Fuploads%2Fhttps%3A%2F%2Ftrivela.com.br%2Fapp%2Fuploads%2F2011%2F03%2Fimg_13381_pablo-zeballos-destaque-do-olimpia.jpg)
Enquanto Libertad, Guaraní e Cerro Porteño se digladiam na Libertadores, o Olimpia, que só se preocupa com uma competição neste primeiro semestre, nada de braçada no Apertura 2011. São seis vitórias em seis jogos, incluindo duas goleadas – 5 a 0 sobre o Sportivo Luqueño e 4 a 0 no Sol de América – e uma vitória por 2 a 1 sobre o rival Cerro Porteño, no último final de semana.
Com os 18 pontos obtidos até aqui, o Olimpia já abriu sete de diferença ante o Nacional, segundo colocado, e está a uma vitória de igualar um recorde de 52 anos atrás. No campeonato de 1959, o Decano obteve sete vitórias consecutivas e um empate nas oito primeiras partidas, terminando aquela temporada com o título invicto do torneio nacional. Independente de chegar à marca daquele time, a campanha do Olimpia é espetacular e, mais que isso, revigorante para um clube que não vence o campeonato paraguaio, nem Apertura, nem Clausura, desde 2000.
Para conseguir essa arrancada logo no início do campeonato, o técnico argentino Nery Pumpido, comandante no título do Decano na Libertadores de 2002, não inventou moda. Com pouco mais de dois meses de trabalho, Pumpido montou um Olimpia forte na transição ofensiva, com um 4-4-2 tradicional, em duas linhas. No gol o experiente Aldo Bobadilla, de volta ao futebol paraguaio após uma passagem pelo Corinthians em que não jogou uma partida sequer, comanda a defesa armada com Jamell Ramos, Cáceres, ex-Atlético-MG, Francisco Nájera e Sebastián Ariosa. Thiago Carleto, emprestado pelo São Paulo, é outra opção para a lateral esquerda, embora tenha sido utilizado nesse início de carreira no futebol paraguaio um pouco mais à frente, como meia aberto à esquerda.
No meio de campo, os implacáveis Osmar Molinas e Miguel Amado dão combate e soltam a bola para os rápidos e técnicos pontas Édgar Robles e Vladimir Marín, um dos destaques do Decano nessa temporada, com gols e assistências. Na frente, o grandalhão Juan Carlos Ferreyra, 1,91m, e o rápido e goleador Pablo Zeballos são os responsáveis por fazer a bola entrar na rede adversária.
Zeballos, aliás, é um capítulo à parte na equipe franjeada. Principal jogador do Olimpia neste início de Apertura – artilheiro do clube e do campeonato, com sete gols em seis jogos – ele está mais do que à vontade com a camisa do Olimpia, mesmo tendo chegado em janeiro. Principal contratação da janela de transferências do futebol paraguaio, o atacante causou polêmica ao trocar o Cerro pelo Olimpia e mais ainda no último final de semana, quando virou algoz de seu ex-clube.
Na segunda etapa, com o jogo empatado em 1 a 1, coube ao atacante aproveitar cruzamento de Maxi Biancuchi – aquele mesmo – para fazer a festa de sua nova torcida e a ira dos que tinham se acostumado a vibrar com seus gols pelo Ciclón. Afinal, na temporada passada foram 24 gols, com participação em todos os 44 jogos do Cerro na temporada. A imprensa paraguaia apela inclusive para os números para mostrar o quanto Zeballos tem sido decisivo para o Olimpia. Na última temporada a média de gols do atacante foi de um tento a cada 145 minutos disputados. No Apertura 2011 ela é de um gol a cada 70 minutos. Nada mal huh?
Como o Apertura é um torneio mais longo que os demais da América do Sul – 22 jogos – ainda não é possível dizer que o Olimpia tem uma grande vantagem. No entanto, como já frisado, seus principais adversários terão que se desdobrar com a disputa da Libertadores e é certo que na dúvida entre uma competição e outra, certamente ficarão com o torneio continental. Resta ao Olimpia não bobear e não se deixar levar demais por esse ótimo momento.
Seis sul-americanos na Copa 2014?
A decisão da FIFA de não alterar os critérios de classificação para a Copa do Mundo de 2014 foi recebida com bastante animação entre dirigentes e veículos de imprensa da América do Sul. Afinal de contas, está aberta a possibilidade de seis, de dez equipes do continente, se classificarem para o Mundial – quatro de forma direta, o Brasil por ser sede, e mais uma via repescagem. Como os mais espirituosos disseram, se a Venezuela não for a uma Copa desta vez, pode esquecer…