América do Sul

Mais uma aposta no poder do futebol por paz na Colômbia: um jogo entre as FARC e o governo

Já tivemos vários exemplos de como o futebol consegue ser muito mais do que um jogo, ajudar na união e na convivência entre nações inimigas, servir de orgulho para povos que passaram por tempos complicados. É essa a aposta do prefeitura de Bogotá para aproximar as FARC do governo da Colômbia nas negociações que as duas partes travam em Havana por um acordo de paz, na semana em que a violência foi retomada no país.

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O governo e as Forças Revolucionárias tentam chegar a um acordo que envolva o fim dos conflitos armados e uma punição adequada aos envolvidos desde novembro de 2012, principal bandeira do presidente Juan Manuel Santos. Mas esta semana 11 militares foram mortos em um ataque de guerrilheiros e as tensões voltaram a ficar acirradas. As FARC culparam o governo pelas mortes dos soldados, porque o presidente “não aceitou um cessar fogo bilateral”, e Manuel Santos disse que é muito difícil “não ficar furioso quando vê esses soldados assassinados”.

Em meio a tudo isso, já houve uma tentativa de usar o futebol para acalmar os ânimos. Semana passada, Maradona, Rincón e Asprilla foram as estrelas do Jogo da Paz para apoiar as negociações. O diretor do Instituto Distrital de Recreação e Esporte de Bogotá, Aldo Cadena, tem uma ideia mais ousada: colocar os negociadores das FARC e do governo em campo, ao mesmo tempo, em uma partida de futebol para “promover a convivência” e “fortalecer o diálogo”.

“A propsota é muito boa, sobretudo quando toda a América Latina presta atenção ao encontro. Este partido também deveria ser feito em Cuba, e o mundo inteiro estaria de olho. Seria um chamado a todos os esportistas para apoiar a paz mediante o esporte”, disse. O jogo com as estrelas não ajudou muito, mas o futebol continua sendo um instrumento considerado para resolver problemas muito maiores.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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