América do Sul

Loco Abreu adiciona mais um clube à sua carreira de andarilho e vê recorde se aproximando

Três meses. Foi esse tempo que durou a passagem de Loco Abreu pelo Bangu, quarto clube brasileiro que o jogador defendeu em sua trajetória. Foram dez jogos e três gols marcados até a decisão de deixar o Brasil para voltar ao país onde nasceu e iniciou sua carreira no futebol, o Uruguai. O atacante de 40 anos assinou, sem custo, um contrato com o Central Español, clube de Montevidéu que fez história no início dos anos 50 revelando jogadores para a seleção uruguaia campeã da Copa do Mundo no Brasil, e na década de 80, faturando o título inédito do Campeonato Uruguaio em 1984. Com isso, esta será a 25ª equipe na vida futebolística de Loco Abreu. E ele já cogita aumentar esse número nos próximos meses.

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Nesta terça-feira, o uruguaio foi apresentado no Central Español. Ele jogará a segunda divisão do Campeonato Uruguaio e já até treinou com o elenco na última segunda-feira. Mas o veterano não pretende se fincar lá pelas bandas de Montevidéu. Em entrevista ao El País, Loco Abreu disse já estar mirando o 26º time de sua carreira, e até mesmo o 27º, para o qual pretende ir em janeiro do ano que vem. Ele diz já ter recebido propostas para sair, sendo que ele acabou de chegar no Central Español. E essa vida andarilha, além de propiciar às equipes pelas quais ele passa um ótimo jogador e profissional, o trará recordes.

Seleção uruguaia, Defensor Sporting (Uruguai), San Lorenzo (Argentina), Deportivo de La Coruña (Espanha), Grêmio (Brasil), Tecos (México), Nacional (Uruguai), Cruz Azul (México), América (México), Dorados (México), Monterrey (México), San Luis (México), Tigres (México), River Plate (Argentina), Beitar (Israel), Real Sociedad (Espanha), Aris (Grécia), Botafogo (Brasil), Figueirense (Brasil), Rosario Central (Argentina), Aucas (Equador), Sol de América (Paraguai), Santa Tecla (El Salvador), Bangu (Brasil) e Central Español (Uruguai). Este é seu currículo até então. Os nomes de seus próximos times ainda são indefinidos, mas caso entrem, de fato, mais dois clubes nessa lista, ele se igualará ao ex-goleiro alemão Lutz Pfannenstiel no sentido de jogador que mais rodou no futebol.

Embora hoje em dia Loco Abreu opte por passagens ainda mais curtas dos que as anteriores e por times de menor expressão, sua idade e seu porte físico não tem nada a ver com isso. Atualmente, ele pesa apenas três quilos a mais do que pesava quando se tornou profissional, há 23 anos. Antes de jogar o Campeonato Carioca pelo Bangu e ser um personagem que ajudou a colocar a equipe carioca em evidência, o atacante mostrou que não esqueceu como é ser decisivo em El Salvador, onde foi campeão nacional do Apertura 2016 com o Santa Tecla, fazendo dois gols na final contra o Alianza.

Sobre sua longevidade prolongada no futebol, ele diz ser ajudado por seu biotipo, mas também aponta outros fatores. “Escolher bem os lugares em função do meu jogo e também do idioma. Se for a um lugar com uma língua que não conheço, perco 30% do meu potencial”, afirma o jogador. É por isso que ele tem preferido ficar aqui pela América Latina nos últimos tempos, onde ele é respeitado em cada vestiário que passa pela sua popularidade, sua história no esporte e seu instinto de líder.

No Central Español, ele vestirá a camisa 25 e tentará, até a metade do ano, ajudar o time a ter sucesso na segunda divisão uruguaia. Apesar de mirar o recorde de Pfannenstiel e entrar para o Guinness Book como jogador com mais passagens por clubes distintos, Loco Abreu acha que não é seu extenso currículo, seu espírito nômade e seus feitos ao longo da carreira que serão lembrados e terão reconhecimento. “Só serei lembrado de uma maneira: Abreu foi aquele que fez um gol de cavadinha na Copa.”

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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