Libertadores

Sem surpresa: torcida do Peñarol causa confusão e comete racismo na Arena MRV

Na vitória do Atlético contra o Peñarol, um torcedor foi flagrado fazendo gesto racista para a torcida atleticana

Na vitória do Atlético-MG por 3 a 2 contra o Peñarol nesta terça-feira (24), na Arena MRV, a torcida do clube uruguaio causou confusões que fizeram o jogo até ser paralisado por alguns minutos. Para variar, um caso de racismo foi registrado por um fotógrafo, apesar de não ter havido denúncia formal. Dois uruguaios foram presos por outros motivos.

O Atlético vencia a partida com tranquilidade até os 15 minutos do segundo tempo, quando o Peñarol descontou para 3 a 1. Nesse exato momento, começou uma confusão. Torcedores uruguaios, enlouquecidos com o gol, causaram confusão com seguranças da Arena MRV, e a polícia entrou em ação. Para conter a confusão, os policiais usaram bala de borracha e spray de pimenta.

Por conta do spray, a partida chegou a ser paralisada por alguns minutos pelos efeitos dela que chegaram no campo. Rodrigo Battaglia, do Atlético, foi um dos que mais sentiu os efeitos, chegando a quase vomitar na beira do campo. Os atletas do banco do Peñarol, que estavam mais próximos do setor visitante, também sentiram.

No fim das contas, dois torcedores foram presos por desacato e agressão. A torcida do Peñarol, que estava toda unida, se espalhou pelo setor visitante depois da confusão, mas voltou a fazer sua festa minutos depois que as coisas se acalmaram.

Racismo na Arena MRV

Como já é praticamente natural nos jogos que envolvem times brasileiros, casos de racismo foram relatados. Torcedores no estádio citaram que os uruguaios fizeram gestos de macaco em direção à torcida atleticana, e um torcedor foi flagrado pelo fotógrafo Douglas Magno, da AFP, que postou o registro em suas redes sociais.


Apesar do registro do fotógrafo e alguns relatos de torcedores nas redes sociais, não houve nenhuma denúncia formal de ocorrência de racismo. A Conmebol havia garantido que, em 2024, a tolerância seria 0, mas esse já é mais um caso de racismo contra brasileiros na Libertadores deste ano, que começou logo na primeira rodada, contra o Flamengo, e já teve mais casos, por exemplo, também nesta terça, contra o Grêmio.

Clima quente em campo também

Como também já natural nos jogos de Libertadores, o clima foi bastante quente em campo. Foram 21 faltas ao todo, sendo 15 só do Atlético, que usou o recurso para evitar muitos ataques do Peñarol, principalmente no segundo tempo. Na etapa final, duas confusões generalizadas interromperam o jogo, com muito empurra-empurra entre os atletas.

Confusão entre os jogadores marcou o segundo tempo na Arena MRV (Pedro Souza / Atlético)

No fim do jogo, os jogadores do Peñarol foram para cima da arbitragem reclamar. Na coletiva pós-jogo, o experiente Gastón Ramirez e o técnico Diego Aguirre explicaram que os motivos pela revolta era o desejo da expulsão de Jemerson, que já estava amarelado e, para os uruguaios, fez uma falta para cartão nos minutos finais. Além disso, o tempo de acréscimo, de cinco minutos, também foi questionado pelos visitantes, já que houve três paralisações por confusão (duas no campo e uma do spray de pimenta), além das substituições.

Quem se envolveu na confusão foi o técnico Gabriel Milito, do Atlético, que bateu boca com Gastón Ramirez e gerou uma nova e pequena roda de confusão entre os times após o apito final. Confira:

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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