Libertadores

Tite se abre pela primeira vez sobre a tragédia do Rio Grande do Sul

O treinador falou sobre esse e outros assuntos após a goleada do Flamengo sobre o Bolívar, pela Libertadores

Tite soube falar bem de tática após a vitória do Flamengo sobre o Bolívar, por 4 a 0, no Maracanã. O treinador analisou as variações de uma partida que poderia ter sido mais difícil, porém a competência da equipe fez com que se tornasse fácil. Acima disso, foi um momento para que o treinador, que é gaúcho, abrisse o jogo sobre a paralisação do Brasileirão, por conta da tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul.

O que Tite disse durante a coletiva?

  • Prestou sentimentos às famílias atingidas pela tragédia do Rio Grande do Sul;
  • Também teve condolências ao Apolinho, jornalista e ex-treinador do Flamengo;
  • Explicou como a chegada de Gerson ao ataque mudou o Flamengo da água para o vinho;
  • Frisou que respeita muito a torcida do Flamengo, na vitória ou na derrota.

Recuperação do Flamengo será gradual

— Ficamos sem o Arrascaeta, que voltou hoje. Ficamos sem Cebola, agora sem o BH. O Gabi, o Erick, recuperamos o Allan. É importante deixar os atletas na melhor condição. A retomada foi consistente nos dois jogos, mas é parcial. Tem que continuar crescendo.

Perguntado pela Trivela sobre a paralisação do Campeonato Brasileiro, anunciada pela CBF na noite desta quarta-feira (15), Tite se abriu pela primeira vez. O comandante prestou suas condolências aos necessitados e voltou a frisar que é difícil ter uma dimensão do tamanho da tragédia.

— Conscientemente, não quero tocar nesse assunto. A diretoria externa. É a primeira vez que me pronuncio sobre o assunto. Todo meu carinho, minha solidariedade. Falei com o Roger (Machado) e meus familiares. As pessoas não sabem a dimensão da tragédia. “Quem vivencia e ouve os relatos… Eu não consigo imaginar. Não consigo dimensionar. O que posso é meu carinho, todas formas de ajuda ser solidário. Nesse aspecto, a direção que fala — analisou.

Tite e Everton Cebolinha durante a coletiva do Flamengo (Foto: Gui Xavier/Trivela)

Braz fala da parte administrativa

Se Tite preferiu os sentimentos às famílias, Braz foi mais incisivo ao falar sobre a parte burocrática dessa paralisação. O vice-presidente de futebol do Flamengo explicou que quer entender a reunião entre os clubes na CBF e espera não ter mais jogos em Datas Fifa, como será a Copa América.

— A gente esperava a reunião da CBF no dia 27, mas foi feita essa determinação. Espero que o Flamengo não tenha mais jogos na Data Fifa. Por exemplo, nós iriamos jogar contra o Vasco no sábado com todo o elenco disponível. Não quero falar do Grêmio, na outra rodada, pois é uma situação diferente por razões óbvias. Espero que não amplie. A princípio, eram 9 jogos. Agora espero que não passe para para 10, 11, 12, 13 ou 14 jogos nos quais o Flamengo jogaria sem quatro ou cinco jogadores — explicou.

Gerson destaca que pressão é constante no Flamengo

Um dos melhores do Flamengo na goleada, Gerson demonstrou muita felicidade após o apito final. O Coringa explicou que o gol no início fez a diferença para que a equipe pudesse construir um resultado mais elástico no Maracanã. O volante ainda comentou sobre a situação mais complicada que o clube viveu nos últimos dias, com protestos contra o mau momento. É bom virar esse jogo, segundo ele.

— Feliz pela partida, um excelente jogo de toda a equipe. Desde o começo ali, a gente buscou a vitória, conseguimos abrir o placar rápido, isso daí também facilita um pouco. É continuar com a humildade, continuar trabalhando para gente continuar evoluindo. Futebol é assim. Existe oscilação. É intensidade alta. É intensidade é alta. Jogar no Flamengo é assim, a cobrança é alta o tempo todo. Jogar em time grande é assim. Estamos evoluindo. E como eu falei, humildade, continuar trabalhando para continuar nessa evolução — finalizou.

O elenco do Flamengo comemora o gol de Gerson contra o Bolívar (Foto: Divulgação/CRF)

O próximo desafio do Flamengo será pela Copa do Brasil, na próxima quarta-feira (15), quando Tite e companhia visitarão o Amazonas, pelo jogo de volta da terceira fase. Como o Campeonato Brasileiro está paralisado por conta da tragédia no Rio Grande do Sul, o Rubro-Negro terá mais tempo para pensar nessa partida.

Veja outros pontos abordados na coletiva/zona mista

Apolinho, jornalista incônico e ex-Flamengo, falece no Rio de Janeiro

— Apolinho. Soube da notícia pelo Bruno Spindel. Ficam aqui as condolências à família. Do Rio Grande do Sul eu ouvia o Apolinho, eu o vi como técnico do Flamengo. Tem história muito bonita. Quando se ouve pouco falar mal de uma pessoa é porque ele é bom. Fica meu abraço e nossos sentimentos.

Superioridade do Flamengo

—  O Bolívar foi perigoso depois do 1 a 0, mas depois disso tivemos uns 80 minutos de supremacia. Talvez 80 minutos com controle nosso.

Sinergia com a torcida

— A torcida que nos cobra é a que nos tem no dia a dia e a gente respeita de uma forma educada. No nível que o Flamengo merece. É pelo carinho ao manto, responsabilidade do Flamengo, aquele torcedor que nos acolhe. São 48 milhões, tem que ter cuidado para não pegar alguns que representam aquilo que não é.

Mais sobre o desempenho do time

— Hoje, a agressividade na saída do adversário foi fundamental. É uma equipe bem treinada, bem codificada, e não renuncia a sair jogando. Sabíamos disso e sabíamos que a agressividade poderia dar oportunidades. Conseguimos fazer isso, criar um número de oportunidades grandes e concordo com o Everton, poderia ter sido um placar grande. Era uma equipe que fazia pressão alta e nos dava muito espaço.

— Posição e função são coisas diferentes. Gerson é um articulador que faz a posição de atacante, mas é essencialmente um jogador de meio-campo. O Gerson é a terceira vez que dá sequência com Nico. Esse engrenagem vai se moldando. É a primeira vez com Arrasca, talvez não tenha tido com Pulgar. A equipe vai encontrando seus links e suas formas

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance! e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
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