Libertadores

Triste, Endrick só sorriu quando falou de amigo e do próximo ataque do Real no Fifa

Agora ex-atacante do Palmeiras, Endrick não escondia a tristeza na sua última roda de entrevista como jogador do clube

Quem se acostumou com o sorriso escancarado, conheceu um novo Endrick, na zona mista do Allianz Parque, após o empate em 0 a 0 entre Palmeiras e San Lorenzo, pela Copa Libertadores, na gelada quinta-feira (30) de São Paulo.

O camisa 9, ainda com o uniforme que usou no jogo, não escondia a tristeza com o adeus ao clube que o formou. Sentimento que deve ter se amplificado com a melancólica volta olímpica que ele deu após o apito final.

Sozinho, o jogador foi primeiro até o setor onde fica a Mancha Verde, no setor Gol Norte. E, no sentido de setor leste, foi saudando os poucos torcedores que restavam no Allianz Parque, até chegar ao túnel dos vestiários.

O triste trajeto, somado ao empate sem graça e sem gols, certamente não deixaram menos triste a despedida do jogador.

Descalço

Depois do jogo, descalço, usando apenas meias, esboçou só dois sorrisos durante a passagem pela zona mista, o setor de entrevistas específico para os veículos escritos e rádios.

A primeira foi quando indagado sobre como vai formar o ataque do Real Madrid no videogame quando ele aparecer na próxima atualização do jogo.

— Ah, aí precisa ver. Eu não sei, estou chegando agora. Meu overall (pontuação atribuída a cada jogador, que define sua capacidade no jogo) não vai estar muito alto — disse ele, sorrindo.

O segundo sorriso saiu quando ele foi indagado sobre como foi se despedir do Verdão jogando ao lado de Luis Guilherme e Estêvão, seus colegas nas categorias de base do Palmeiras.

— Foi muito legal, porque a gente jogou junto na base. O Luis, desde o sub-11. O Estêvão chegou um pouco depois — disse.

— Ele (Luis Guilherme) quase me deu uma assistência ali, mas a bola passou — disse ele, relembrando lance ocorrido aos 20 do 2º tempo, pouco antes de ele deixar o campo com dores no joelho.

Mais amigo do que treinador

Quando falou da importância de Abel Ferreira, ele não sorriu, mas demonstrou muito carinho pelo português.

— O Abel foi um cara que sempre foi mais amigo do que treinador para mim. Ele sempre me chamou para conversar. Não sei se é porque ele tem uma filha quase da minha idade, mas ele sempre sabia quando eu estava triste. Ele sempre me chamou para conversar, não só sobre futebol — disse.

Nunca me esqueçam

Endrick também disse o que espera dos torcedores do Palmeiras no futuro. E repetiu a frase dita por Gabriel Jesus, depois de seu último jogo pelo clube, em 2016.

— Peço para que nunca me esqueçam, porque eu não vou me esquecer deles — afirmou.

— Eu sei todas as músicas da torcida, sempre fui um torcedor dentro de campo, dei minha vida por esse clube. Sempre que pude fazer algo pelo Palmeiras, eu fiz — finalizou.

Primeiro colocado de seu grupo, mas terceiro no geral — atrás de River Plate e Atlético-MG, na ordem –, o Palmeiras vai conhecer seu adversário nas oitavas de final da Copa Libertadores em sorteio a ser realizado em 3 de junho.

Os confrontos da próxima fase serão nos dias  14 e 21 de agosto.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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