Libertadores

Adeus azedo: Endrick se despede em empate morno que custou muito ao Palmeiras

Palmeiras fez um jogo fraco contra o San Lorenzo e sofreu com a já costumeira e excessiva cera dos argentinos

Frustrante é o mínimo que se pode dizer de Palmeiras 0 a 0 San Lorenzo, jogado na gelada noite de quinta-feira (30), pela última rodada da fase de grupos da Copa Libertadores.

O empate, na noite que marcou a despedida de Endrick, é péssimo para o Palmeiras, que tinha nas mãos a chance de ser o melhor time da fase de grupos da Libertadores e, desse modo, decidir em casa até uma possível semifinal.

Com 14 pontos, o Verdão, por enquanto, é terceiro colocado, enquanto o Atlético-MG é o segundo, com 15. O River Plate, com 16, termonou em 1º.

No final do jogo, sozinho, Endrick foi até o local onde fica a uniformizada Mancha Verde e até subiu os degraus até a arquibancada. Depois seguiu contornando o estádio inteiro. Num tom anticlimático que não era o que ele merecia.

Mosaico da torcida do Palmeiras para Endrick (Foto: Diego Iwata/ Trivela)

Muita posse, poucas chances

O clima no Allianz Parque misturava emoções. Todos os olhos palmeirenses entre os 40.014 que foram ao estádio estavam em Endrick, que chorou muito ao entrar em campo e se deparar com um mosaico que lhe dizia “Até logo”.

O Palmeiras não passou ileso por essa sensação. E, em mais de um momento, foi possível perceber nos atletas a vontade de levar a bola até o camisa 9, a qualquer custo.

O jogo era arrastado. Até por conta do juiz chileno Felipe González, que dava verdadeiras palestras a cada marcação. E que, mesmo assim, apontaria apenas três minutos de acréscimo antes do apito final. Cada time finalizou só três vezes no primeiro tempo.

Parecendo até uma homenagem a Endrick, Abel o escalou junto, pela primeira vez, com Estevão e Luis Guilherme, seu companheiro de time desde o primeiro jogo pelo Alviverde, no Sub-11, em 2017.

Mais habituado coma titularidade que Luis, curiosamente, era Estêvão quem estava mais desatento, perdendo domínios fáceis pela direita do ataque.

Na esquerda, se aproximando de Piquerez e Endrick, que jogava dos dois lados, Luis criou boas jogadas, tanto por dentro quanto pelo corredor externo. A posse era toda do Palmeiras, mas as chances não vinham.

O Palmeiras chegou a abrir o placar, aos 35. Veiga bateu falta da intermediária direita e Gustavo Gómez apareceu sozinho para cabecear. No campo, o bandeira já havia anulado. O VAR confirmou.

O San Lorenzo, cujos atacantes se chocaram duas vezes com Weverton, passou perto de fazer 1 a 0 aos 37, após Aníbal Moreno perder a bola na entrada da área. Sem pênalti, o volante acompanhou Barreiro que se jogou. Na sobra, Remedi chutou longe, por cima.

Endrick sai, o Palmeiras cresce

O segundo tempo transcorria num clima ainda mais morno que o primeiro — embora “morno” até soe como elogio sob o frio de 10 °C do Allianz Parque na noite da quinta-feira.

Mas, aos 13, o San Lorenzo viu uma falta cobrada por Leguizamón passar perto do travessão. Como resposta, o Palmeiras teve sua melhor chance na partida no minuto seguinte.

Luis Guilherme arrancou da intermediária, tabelou com Piquerez e cruzou. A bola cruzou a extensão do gol e passou de Endrick. Estêvão ainda conseguiu bater, mas em cima do goleiro.

Empolgado, Endrick começou ali um sprint de oito minutos, em que deu chapéus, canetas e arrancadas. Seriam seus últimos pelo Verdão. Aos 22, ele trombou com um defensor do San Lorenzo e bateu o joelho na queda.

Ele ainda tentou voltar a campo, a tempo de ver a cabeçada de Cuello passar raspando o travessão de Weverton. E, então, sinalizou ao banco, pedindo substituição. Saiu, sem muita cerimônia, para a entrada de Rômulo.

Com Mayke, Rony e Flaco na frente, Rômulo armando e Gabriel Menino bem, o Palmeiras cresceu na reta final do jogo. A torcida também acordou, sentindo que o gol não sairia sem que o apoio crescesse.

Como era esperado, os argentinos não deixavam a bola rolar. Mesmo assim, o péssimo árbitro chileno deu apenas quatro minutos de acréscimo.

Flaco, Rony e Murilo apareceram em boas condições, sempre com bolas cruzadas. Mas o resultado acabou sendo um empate frustrante.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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