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Palmeiras completa recuperação e termina com a melhor campanha da fase de grupos

Mesmo perdendo a estreia na altitude contra o Bolívar, com time reserva, o Palmeiras conseguiu somar 15 pontos e terminou com a melhor campanha da fase de grupos pela quinta vez em seis anos

Pela quinta vez nos últimos seis anos, o Palmeiras terminou a fase de grupos da Libertadores com a melhor campanha. E isso porque perdeu na estreia. Nesta quinta-feira, precisava apenas se vingar do Bolívar no Allianz Parque tanto para confirmar a liderança quanto para chegar aos 15 pontos, um a mais que o Olimpia, e o fez sem grandes problemas, por 4 a 0, com gols de Rony, após belo passe de Raphael Veiga, Artur, duas vezes, e Joaquín Piquerez.

O Palmeiras estreou na fase de grupos da Libertadores contra o Bolívar na altitude. Entre as decisões do Campeonato Paulista, Abel Ferreira escalou um time reserva e perdeu por 3 a 1. Abel confiou no próprio taco, com fé de que conseguiria se recuperar nas rodadas seguintes. Estava certo: o Palmeiras venceu os cinco jogos restantes, classificou-se com folga e ainda arrebatou a melhor campanha mais uma vez, o que lhe permite decidir em casa todas as eliminatórias até as semifinais.

Palmeiras resolve rápido

Sem grandes surpresas na escalação, o Palmeiras teve algumas dificuldades no começo da partida, mas logo se impôs. Aos dois minutos, Raphael Veiga cobrou escanteio curto com Dudu, recebeu de volta e cruzou para o desvio de cabeça de Rony. Carlos Lampe deu um tapa por cima do travessão. Em transição, Dudu soltou de lado para Raphael Veiga chegar batendo cruzado, com muito perigo. Dois minutos depois, aos 25, um lindo toque de letra do meia palmeirense gerou o primeiro gol.

Lidar com uma bola lançada à frente foi um desafio à defesa do Bolívar. A sobra chegou a Veiga, que emendou um toque esperto de letra para dentro da área. Rony matou no peito e tocou na saída de Lampe para fazer 1 a 0. Rony mandou outra oportunidade para fora, em nova jogada armada por Veiga, e Artur ampliou com uma cabeçada firme, após cruzamento preciso de Joaquín Piquerez. Veiga apareceu entre os zagueiros e, também pelo alto, carimbou o travessão de Lampe. A bola ainda pingou no chão, sem cruzar a linha, mas o Palmeiras fechou um primeiro tempo muito sólido com dois gols de vantagem.

Mais uma assistência de Veiga

O Palmeiras soube administrar bem o segundo tempo. O Bolívar até teve períodos de posse de bola, sem conseguir criar chances claras contra Weverton – apenas uma finalização, para fora, nos primeiros 25 minutos. E no outro lado, continuava criando chances perigosas, como uma batida colocada de fora da área de Gabriel Menino, muito bem defendida por Lampe. Piquerez também exigiu uma intervenção importante do goleiro à média distância.

A bola aérea estava matando o Bolívar, e Rony teve duas oportunidades de cabeçada, após boas subidas de Luan, pela esquerda, e Richard Ríos, pela direita. E aí, Veiga deu mais um lindo passe. A defesa do Bolívar afastou o cruzamento da direita, Piquerez recebeu de Ríos e deixou com o meia palmeirense. A devolução foi com uma bela cavadinha para o lateral esquerdo uruguaio bater firme e marcar o terceiro. Além de assistir, Veiga também queria fazer o seu e quase o fez, duas vezes. Parou à queima-roupa em Lampe e depois tentou surpreendê-lo com um toque sutil.

A vitória virou goleada em um contra-ataque nos minutos finais. Artur havia pedido para ser substituído, sentindo cãibras, mas quando recebeu o lançamento de Dudu em projeção, esqueceu as dores, dominou e bateu na saída de Lampe. Saiu mancando para comemorar o gol que fechou o placar de mais uma vitória dominante do Palmeiras na Libertadores.

Como fica a classificação do Grupo C

  • 1° colocado: Palmeiras, com 15 pontos (oitavas de final)
  • 2° colocado: Bolívar, com 12 pontos (oitavas de final)
  • 3° colocado: Barcelona-EQU, com 4 pontos e -5 de saldo (repescado à Sul-Americana)
  • 4° colocado: Cerro Porteño, com 4 pontos e -9 de saldo
Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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