Libertadores

Abel dá nomes às falhas do Palmeiras e assume sua parcela, mas não diz o que queria

Abel Ferreira nem deu muitas voltas. Indagado sobre por que levou Raphael Veiga, Emi Martínez e Murilo ao time titular contra a LDU (0 a 3), pela semifinal da Copa Libertadores, ele foi claro:

— A missão do Veiga era específica: bloquear o número 33 e fechar como terceiro médio quando a bola estava no corredor contrário. A missão do Emiliano era acompanhar o meia que fez dois gols. Quanto ao Murilo, entendi que era um jogo mais físico, de duelos. Substituições normais, dentro da nossa estratégia.

A entrada de Martínez, ele ainda explicou: Aníbal estava no banco, mas não tinha condição de jogo. Segundo ele, o jogador estava lesionado por conta de algo no jogo contra o Flamengo (2 a 3).

Mas a opção por Veiga, um jogador de baixa mobilidade, em um jogo na altitude, ele não elucidou. Muito menos sabendo-se que seu papel seria mais como marcador de um zagueiro na construção do que como criador.

A verdade é que Abel não queria falar sobre o que aconteceu. Seus esforços foram, em todas as respostas, no sentido de reforçar que haverá um jogo de volta e que ele acredita na virada.

Para se classificar, o Palmeiras precisa de uma vitória por quatro gols de diferença, na próxima quinta-feira (30), em casa. Se vencer por três, haverá pênaltis.

— 90 minutos no Allianz Parque é muito tempo — disse Abel, quatro vezes, em respostas diferentes.

O que mais Abel Ferreira falou

Não faltou aviso

— É uma equipe que em casa é muito forte, tem muito boa dinâmica, um 5-3-2 com muita organização e mobilidade, uma equipe agressiva no duelo. Eu avisei minha equipe o seguinte. LDU ficou em primeiro lugar no grupo do Flamengo, LDU eliminou o Botafogo, eliminou o São Paulo. Não foi por falta de aviso. Temos uma desvantagem grande, mas 90 minutos no Allianz Parque é muito tempo.

Já viu o filme antes

— Não vou perder muito tempo pensando no que se passou aqui hoje. Não é a primeira vez que uma equipe brasileira vem aqui na altitude e sofre como sofremos. O que tenho de dizer agora é que temos 90 minutos no Allianz Parque e 90 minutos é muito tempo.

Pênalti?

— Nos custou muito entrar no jogo. Não sei se pela adaptação, intensidade do adversário. Nosso adversário entrou muito forte. Tenho muitas dúvidas no lance do pênalti, outro que sofremos. Acho que a bola bate no ombro. Pelo que vi, na minha opinião, não foi pênalti. Mas não tira o mérito do nosso adversário, que foi muito melhor. Nós não estivemos na nossa média.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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