Libertadores

Guillermo Schelotto: “Vamos dar a vida para ganhar e dar a volta no campo do River”

O técnico do Boca Juniors Guillermo Schelotto mostrou sinais de insatisfação ao sair do gramado da Bombonera depois do empate no domingo por 2 a 2 com o River Plate, pelo jogo de ida das finais da Libertadores. Ao ser perguntado o que tinha achado do jogo, o treinador foi sucinto: “Tínhamos que ter ganhado”. Na coletiva de imprensa, ele mostrou serenidade, sabe que a missão no jogo de volta no Monumental será duríssima, mas manteve a confiança.

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“Se jogou uma final de verdade. De alto nível, tanto por Boca quanto por River, em ritmo, jogo e busca, e faltam 90 minutos. Além de não ter vencido em nosso campo, a qualidade dos jogadores faz com que o resultado siga aberto. Ninguém inclinou a balança. Seguimos com as mesmas aspirações. Estivemos à altura. Me deixou contente a atitude, que fomos buscar. Saio com a dor que ganhávamos duas vezes e nos alcançaram duas vezes, mas não foram superiores”, analisou Schelotto na coletiva de imprensa, depois do jogo realmente muito bom entre os dois times no domingo.

O Boca viverá uma situação diferente, precisando vencer fora de casa. Contra Libertad, Cruzeiro e Palmeiras, venceu em casa e por uma vantagem confortável de 2 a 0. Desta vez, precisará buscar a vitória fora de casa. Enquanto isso, o River vive uma situação que viveu duas vezes na Libertadores, nas oitavas e quartas. Contra Racing e depois Independiente, empatou fora de casa por 0 a 0 e venceu em casa. Contra o Grêmio, o cenário mais complicado: perdeu o jogo de ida por 1 a 0 no Monumental e venceu em Porto Alegre por 2 a 1, avançando pelos gols fora de casa.

Por tudo isso, muitos torcedores do River Plate comemoraram o empate na Bombonera. Marcelo Gallardo, que assistiu ao jogo na sede do River, foi filmado comemorando com torcedores na janela depois do empate por 2 a 2. Perguntado sobre isso, Schelotto preferiu não polemizar. “É preciso jogar 90 minutos, onde teremos a possibilidade de ganhar, mas que se comemore previamente o resultado não me gera mais nem menos ambição. Não sou eu que vou julgar, nem sou fiscal disso. Não me diz nada”, afirmou o treinador.

Schelotto foi perguntado também sobre a entrada de Carlos Tevez, que não tem sido usado com muita frequência. “Para sua entrada, tive em conta seu passado, seu nome, sua trajetória, sua experiência. Acreditei que ia se envolver rápido na partida e ele fez isso. Que ele ia tirar esse a mais que tem por sua relação com o Boca. Acreditei que era o melhor que ele entrasse e me parece que ele foi muito bem”, continuou o ex-jogador do Boca, que era capitão do time de 2004, quando o jovem Tevez ajudou a eliminar o River na semifinal da Libertadores daquele ano.

Curiosamente, Schelotto tem um bom histórico no Monumental, ao contrário do que tem na Bombonera contra o River. O empate deste domingo por 2 a 2 foi o segundo desde que o treinador assumiu (o outro foi um 0 a 0 em abril de 2016). Perdeu outras duas vezes (3 a 1 em maio de 2017 e 2 a 0 em setembro deste ano). Já no Monumental, Schelotto ainda não perdeu dirigindo o Boca. Empatou por 0 a 0 em março de 2016 e ganhou outros dois, 4 a 2 em dezembro de 2016 e 2 a 1 em novembro de 2017. Precisará de uma vitória para sair campeão – ou mesmo um empate e aí arriscar nos pênaltis.

Por tudo isso, Guillermo Schelotto foi enfático sobre o que o Boca irá fazer no Monumental, em uma final ainda muito aberta e indefinida. “Vamos deixar a vida para ganhar, para dar a volta no campo do River. As pessoas sabem que por esta camisa nós vamos fazer tudo. Que fique tranquila que vamos buscar a Copa”, declarou o treinador.

O jogo de volta será só no dia 24 de novembro, quando teremos um jogo de parar toda a América do Sul. No Monumental de Ñúnez, veremos o capítulo final desta final histórica da Libertadores de 2018 e uma página importante da história do Superclássico.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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