Libertadores

Guia Libertadores 2023 – Grupo C: Palmeiras, Cerro Porteño, Barcelona-EQU e Bolívar

O Palmeiras encarará a altitude de La Paz, mas novamente não deve ter problemas para avançar

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Alguns desafios para o Palmeiras. O mais óbvio é a altitude de La Paz, onde joga o Bolívar, que conquistou o Apertura do Campeonato Boliviano com Antônio Carlos Zago, mas agora está com uma cara diferente. O Barcelona de Guayaquil promoveu o retorno de Fabián Bustos, responsável por uma excelente campanha que terminou nas semifinais da Libertadores em 2021, e o Cerro Porteño mostrou força nas preliminares ao eliminar o Fortaleza. Ainda não deve ser um desafio tão grande para o tricampeão sul-americano chegar às oitavas de final.

Palmeiras

A sequência de títulos inevitavelmente terminaria em algum momento, e até teve alguns acréscimos pelos contornos épicos da classificação contra o Atlético Mineiro. O fim chegou na semifinal contra o Athletico Paranaense, com contornos épicos ao contrário e pelas mãos do velho conhecido Luiz Felipe Scolari. Ainda assim, nada de crise para o clube que aproveitou a folga no calendário para passear rumo ao título brasileiro.

O começo de ano trouxe mais uma vitória emocionante, contra o Flamengo, na Supercopa do Brasil, e uma campanha sem sustos no Campeonato Paulista, com vitórias magras no mata-mata até perder para o Água Santa no último domingo, quando esteve longe do seu melhor. Precisará evitar o que Abel Ferreira chamou de “vergonha” no jogo de volta da final. Segue como um dos fortes candidatos à Libertadores.

Ainda tem algumas coisas para encaixar porque perdeu peças importantes, em Danilo e Gustavo Scarpa. Richard Ríos foi contratado para o meio-campo, e Endrick gera muita expectativa. Usará a camisa 9 na competição sul-americana, mas é sempre bom lembrar que tem apenas 16 anos e não pode ser considerado uma solução. Abel terá que ter outras cartas na manga para os momentos difíceis.

Barcelona de Guayaquil

Fabián Bustos não deixou muita saudade no Santos (Foto: PAULO PINTO/AFP via Getty Images/One Football)

Ao ganhar o primeiro turno, garantiu vaga na Libertadores e na final do Campeonato Equatoriano. Teve uma campanha mais fraca no segundo e chegou à decisão com menos embalo que o Aucas, tradicional clube do país que conseguiu conquistar seu primeiro título.

O Barcelona foi campeão nacional apenas uma vez nos últimos seis anos de um torneio de alta rotatividade (seis vencedores diferentes nos últimos seis anos), mas está sempre nas cabeças e disputará a competição sul-americana pela quinta vez seguida, embora na última participação nem tenha passado pelas fases preliminares após perder do América Mineiro nos pênaltis.

Fabián Bustos retornou em setembro depois de uma passagem rápida pelo Brasil que inspira poucas saudades no torcedor do Santos. É o mesmo técnico que conquistou o último título equatoriano do clube e o levou às semifinais em 2021. O ataque tem alguns nomes interessantes, como Jonathan Bauman, ex-Independiente del Valle, e Francisco Fydriszewski, artilheiro do último Equatoriano.

Cerro Porteño

Diego Churin, do Cerro Porteño (Foto: THIAGO GADELHA/AFP via Getty Images/One Football)

Não conseguiu levar nenhum dos dois torneios curtos do Paraguai. A sete pontos do Libertad no Apertura e a um do Olimpia no Clausura. Mas os dois vice-campeonatos lhe renderam a melhor pontuação na tabela combinada e uma vaga nas fases preliminares da Libertadores.

Depois de eliminar o Curicó Unido, do Chile, mostrou forças com duas vitórias contra o Fortaleza para chegar à fase de grupos. Algumas figurinhas carimbadas estão à disposição do técnico Facundo Sava, um ex-atacante que operou o milagre de levar o Patronato ao título da Copa da Argentina em 2022.

Entre elas, o goleiro Jean e o zagueiro Eduardo Brock, ex-Cruzeiro, além de Piris da Motta e Diego Churín. O ataque teria Marcelo Moreno, que saiu para o Independiente del Valle semana passada, mas ainda conta com Fernando Fernández, presença forte em Libertadores com o Guarani. Ex-Boca Juniors e Rosario Central, Federico Carrizo é um dos bons nomes no meio-campo.

Bolívar

Bolívar comemora seu 30º título boliviano

Conquistou o Apertura com tempero brasileiro: o técnico era Antônio Carlos Zago, César Martins liderava a defesa, e Chico fazia os gols para um time que ainda contava com Bruno Sávio. No segundo semestre, estava em terceiro lugar no Clausura (disputado em outro formato, em pontos corridos) quando o campeonato foi interrompido e cancelado na 24ª rodada por causa da efervescência social no país.

O Bolívar que chega à fase de grupos é bem diferente. Zago saiu, por exemplo, e a colônia brasileira ficou bem menor. Ainda é representada por Gabriel Poveda, artilheiro da última Série B pelo Sampaio Corrêa, que pode jogar ao lado de Patito Rodríguez, ex-Santos. O experiente goleiro Carlos Lampe foi contratado para fechar o gol.

Um dos integrantes da rede do Manchester City, o clube agora é treinado pelo espanhol Beñat San José, que conquistou dois títulos bolivianos em sua passagem anterior, em 2017, e um chileno pela Universidad Católica.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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