Libertadores

Grêmio supera chuva, trave e Huachipato para confirmar ida às oitavas da Libertadores

A vitória suada por 1 a 0 veio em cabeçada de Diego Costa, e agora Tricolor pode ser líder do grupo C

Não foram poucos os percalços para o Grêmio sair com a vitória por 1 a 0 frente ao Huachipato na noite desta terça-feira (4), pelo jogo adiado da 4ª rodada do grupo C da Libertadores.

Precisou de apenas cinco minutos para marcar o gol que garantiu a classificação às oitavas de final. Em escanteio curto, Franco Cristaldo levantou na área pela direita e Diego Costa, esbanjando experiência em cima do jovem marcador Santiago Silva, nem precisou pular para testar às redes.

O Tricolor poderia ter saído com mais no primeiro tempo e martelou a trave três vezes, além de outras chances. Pecou na efetividade, não fez e quase o jogo cobrou o preço.

A chuva castigou o gramado do Estádio CAP e se não fosse Agustín Marchesín com uma etapa final perfeita, o Imortal teria morrido na Libertadores.

Mas sobreviveu, e agora depende apenas de si para terminar na liderança da chave. No último jogo, precisa vencer o Estudiantes, time que não tem pelo que lutar, neste sábado (8), no Couto Pereira.

Caso conquiste os três pontos e seja o líder, enfrenta o Peñarol nas oitavas. Se empatar ou perder, duela com o Fluminense (veja o chaveamento).

Grêmio castiga trave do Huachipato no 1º tempo

O placar de 1 a 0 não refletiu os ótimos 45 minutos do time de Renato Gaúcho. Sem fazer muita pressão ou forçar muito, criava aos montes e com uma naturalidade que não era vista do outro lado.

Só a trave direita defendida por Martín Parra foi atingida três vezes, sendo duas por Everton Galdino. Na primeira, novamente em jogada de escanteio curto, Reinaldo deu um toque de letra que deixou o colega na cara do gol. Por lá, o camisa 13 chutou cruzado e a bola bateu no poste.

Depois, Yeferson Soteldo se aproveitou de erro na saída de bola e deu uma batida rasteira que lentamente superou o goleiro, mas não a trave.

Aos 40′, levantamento de Reinaldo na área, Galdino espera a bola cair e pega de primeira. De novo, a pelota vai no pé da trave de Parra, que só observa.

Só essas já foram três chances claras, mas o Imortal criou mais. Teve defesaça de Parra após batida de Cristaldo quase na pequena área e Soteldo tentando de longe.

O meia argentino também teve duas oportunidade de deixar os colegas na cara do gol. Na primeira, tocou muito tarde e quando Galdino dominou para ficar na cara do gol, o goleiro saiu e encaixou. Depois, em contra-ataque, Cristaldo viu o zagueirão Rodrigo Ely disparar, mas demorou para tocar e perdeu a bola próximo de Parra.

Foi um massacre dos gaúchos, enquanto o time chileno sofria para chegar no ataque com qualidade. O lance que mais assustou Marchesín foi um cruzamento sem querer de Antonio Castillo que quase tomou o rumo do gol.

No restante, as tentativas, muitas de Maximiliano Rodríguez, foram sem direção.

Marchesín fecha o gol e confirma vitória do Tricolor

O tempo do intervalo foi o suficiente para a chuva acabar com o gramado, que ficou pesado, cheio de poças e praticamente impossível de jogar pelo chão no segundo tempo.

Com isso, não há controle. A bola nem sempre toma o rumo que os jogadores querem, e o Huachipato se aproveitou disso para pressionar e ficar a detalhes do empate.

Se Marchesín não tinha feito nenhuma defesa na etapa inicial, o arqueiro argentino efetuou várias intervenções essenciais nos 45 finais.

Teve duas que o goleiro argentino foi buscar no ângulo: uma de Castillo, outra de Jeisson Vargas, que saiu do banco de reservas. Ainda teve outra boa defesa em batida de Gonzalo Montes, também de fora da área.

Quando ele não pegou, a bola explodiu na trave na tentativa de Joaquin Gutierréz, ainda no primeiro minuto.

O Grêmio quase não respirou. Fugiu da pressão inicial com faltas cobradas por Cristaldo e Reinaldo, mas voltou a sofrer após as substituições do time chileno. Por sorte — e por Marchesín — conseguiu sair com os três pontos.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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