Libertadores

Fluminense vê logística favorável na Libertadores, mas não subestima rivais

Internamente, Fluminense não quer saber de favoritismo no grupo A da Libertadores, mas comemora logística mais simples

Atual campeão da Libertadores, o Fluminense teve um sorteio favorável para a edição de 2024. Cabeça-de-chave do Grupo A, o Tricolor terá Alianza Lima, Cerro Porteño e Colo-Colo como adversários, e a logística é o ponto mais comemorado internamente. No CT Carlos Castilho, entretanto, não há sentimento de favoritismo.

Todos os rivais do Flu nessa fase da competição somam mais participações na Libertadores que o Tricolor. Gigantes em seus países, Alianza Lima (30), Cerro Porteño (41) e Colo-Colo (36) tem ao menos três vezes mais experiência que o Fluminense na competição. O Tricolor chega a sua 10ª participação em 2024.

O clube chileno, que chegou à chave no pote 4 por ter jogado os playoffs, pode até viver uma crise, mas tem o mesmo número de títulos sul-americanos que o Flu: dois. Os mesmos. Campeão da Copa Libertadores em 1991, o Colo-Colo também faturou a Recopa Sul-Americana em 1992, quando bateu o Cruzeiro, então campeão da Supercopa Sul-Americana.

— Nunca acho o Fluminense favorito a nada. A base do time é um time que tem que ter fome e humildade, saber respeitar os adversários. Pegamos três times extremamente cascudos e acostumados a jogar essa competição. Não tem absolutamente nada fácil, e vai exigir do Fluminense tanto ou mais do que o ano passado. Isso é o que temos internamente. Não é discurso, é uma prática diária. Três adversários muito duros e tradicionais, que vão ter nosso respeito máximo. Já estão tendo — afirmou Fernando Diniz.

Logística é favorável ao Fluminense na Libertadores

Representado pelo presidente Mário Bittencourt e o diretor de planejamento Fred, o Fluminense tinha dois objetivos no sorteio da Libertadores na sede da Conmebol em Luque, no Paraguai: fugir da altitude e evitar viagens longas. O Tricolor conseguiu ambas.

Além disso, só terá deslocamentos para capitais, o que além de deixar os trechos aéreos mais baratos, também facilita a hospedagem e a estrutura de treinamentos fora do Brasil.

O clube já fez contatos com rivais nacionais de Alianza Lima, Cerro Porteño e Colo-Colo. Se nada mudar, o Tricolor usará as estruturas da Federação Peruana, do Sportivo Luqueño e do Universidad do Chile.

A viagem para Assunção será entre um clássico com o Vasco (20/04) e uma viagem para São Paulo para enfrentar o Corinthians (27/04). Já para Santiago, o Tricolor joga primeiro em casa contra o Atlético Mineiro (04/05) e depois contra o São Paulo (11/05). Ainda é cedo, mas é possível que alguma dessas viagens seja “casada”, para diminuir o deslocamento.

As datas do Brasileirão ainda serão confirmadas.

Em campo, números contra rivais são bons para o Fluminense

O histórico também é favorável para o Fluminense. Dos três adversários, apenas o Colo-Colo já venceu o Tricolor em sua história. A maioria dos jogos foi no passado, em amistosos.

Contra o Cerro Porteño são cinco partidas, com quatro vitórias e um empate. O Flu eliminou os paraguaios duas vezes: uma na semifinal da Copa Sul-Americana em 2009, e nas oitavas de final da Libertadores em 2021.

Fred marcou o gol da classificação do Fluminense sobre o Cerro Porteño na Libertadores de 2021 - Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC
Fred marcou o gol da classificação do Fluminense sobre o Cerro Porteño na Libertadores de 2021 – Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC

o Alianza Lima é o clube com mais partidas contra o Fluminense, mas tampouco venceu. Foram seis jogos, todos em amistosos nos anos 1950, com quatro vitórias tricolores e dois empates. O confronto é promessa de bola na rede: as duas equipes marcaram em todos os jogos, com 17 gols do Flu e 11 dos peruanos. Média de 4,7 gol por jogo.

O Colo-Colo venceu o Fluminense por 3 a 0 em 1950, no Estádio Nacional do Chile. No mesmo ano e na mesma viagem, os times empataram por 1 a 1. O Tricolor iria à forra três anos depois, em 1953, devolvendo o 3 a 0 na Copa Montevidéu, no Uruguai.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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