PM embarreira domingo de festa, e Fluminense anuncia comemoração da Libertadores no dia 12
Polícia não autoriza comemoração do Fluminense por título da Libertadores no domingo (5), e clube marca festa no Rio para próximo final de semana
O Fluminense enfim tirou o grito da garganta e foi campeão da Libertadores. O título sobre o Boca Juniors, com vitória por 2 a 1 na prorrogação, no sábado (4), entretanto, ainda não teve uma comemoração oficial. Isso porque o clube não conseguiu liberação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) para as festas que havia planejado.
Na tarde deste domingo (05), o clube usou suas redes sociais para anunciar o dia 12 como data da comemoração oficial da conquista continental.
Tricolores Campeões da América,
Nesse momento especial de nossa história, precisamos de um grande evento, do tamanho da nossa conquista, que permita a merecida celebração entre nossos atletas e a torcida.
Entendendo a necessidade de planejamento prévio, solicitado pelos órgãos… pic.twitter.com/RtTKFbACnX
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) November 5, 2023
Primeiro, a PMERJ vetou um trio elétrico no Centro do Rio de Janeiro. O Fluminense planejava uma festa aos moldes do rival Flamengo, que conquistou a Libertadores em 2019 e 2022. Desta vez, entretanto, a Polícia alegou falta de contingente para não liberar a festa.
Depois, o Tricolor tentou levar a comemoração para a sua casa, onde aliás, festeja suas conquistas desde 1919, data da inauguração do estádio das Laranjeiras. A PMERJ novamente embarreirou a comemoração, sob alegação de problemas de trânsito.
Procurada pela reportagem, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. O espaço está aberto para a instituição.
Fluminense briga por festa da Libertadores
Após o jogo, atletas, funcionários e diretoria confraternizaram em um espaço no Jockey Club, apenas para familiares e convidados. A imprensa e os torcedores não foram contemplados já que havia a expectativa de uma comemoração aberta ao público no domingo (5).
O prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ), criticado por suas decisões sobre o assunto durante a semana, desta vez aparece como aliado do Tricolor na tentativa. Paes também foi às redes sociais para explicar o impasse envolvendo uma possível comemoração Tricolor neste domingo.
Antes que joguem na conta da prefeitura: falei com o Mario – presidente do Fluminense – e disse para ele que a prefeitura nada tem a opor a comemoração do título nas Laranjeiras. Não é todo dia que se ganha uma libertadores! Temos que respeitar o horário do Enem para permitir…
— Eduardo Paes (@eduardopaes) November 5, 2023
As autoridades de segurança, entretanto, dificultaram a vida dos tricolores. A justificativa maior, de acordo com envolvidos nas tratativas ouvidos pela Trivela, é o excesso de eventos na cidade neste final de semana.
Além da final da Libertadores, o Rio foi palco de um show da banda de rock americana Red Hot Chili Peppers e realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começou em todo Brasil.
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Autoridades já haviam vetado telão em Laranjeiras
Antes mesmo do título, o Flu já sofrera com liberações das autoridades para suas festas. Por acordo entre o Governo do Estado, a Prefeitura e a Conmebol, o clube não pode abrir seus portões para os torcedores assistirem à final da Libertadores nas Laranjeiras.
A Prefeitura, então, disponibilizou um espaço na Cinelândia para os tricolores. A festa foi grande, mas acabou se espalhando pela cidade, sem ter sido centralizada por lá. Autoridades reservaram Sambódromo, mas argentinos preferiram Copacabana
Além disso, um espaço foi dado aos torcedores do Boca Juniors ao lado do Sambódromo, nas imediações da Cidade Nova. Pela proximidade com Laranjeiras, separada dali apenas pelo Túnel Santa Bárbara, as autoridades vetaram festas tricolores em sua casa.
A decisão foi um fracasso retumbante de logística.
Os argentinos fizeram como na Copa do Mundo de 2014 e preferiram a turística Copacabana, que acabou palco de brigas de proporções bíblicas durante a semana. O local no Sambódromo acabou utilizado apenas como ponto de encontro para ônibus e caravanas argentinas.



