Libertadores

Nem Tite, nem jogadores conseguem encontrar explicações por derrota na Libertadores

Treinador admitiu que o Flamengo perdeu confiança, e atletas pedem apoio da torcida após derrota para o Palestino, pela Libertadores

O péssimo momento do Flamengo dentro de campo está começando a refletir nas coletivas do professor Tite. Mais cabisbaixo do que o habitual, o treinador foi acompanhado por Rossi após a derrota para o Palestino, no Chile, e admitiu que a confiança do time se perdeu nessa sequência negativa. Se o sinal de alerta já estava aceso, ele ganhou ainda mais intensidade. Resultado e performance estão em falta.

O que Tite disse durante a coletiva?

  • Respeitou a insatisfação do torcedor diante do momento ruim;
  • Viu uma nova oportunidade no próximo compromisso, a fim de virar a chave do Flamengo de vez;
  • Explicou as alterações e variações táticas na derrota para o Palestino;
  • Assumiu para si a responsabilidade pela sequência ruim do Flamengo em 2024.

Acabou a confiança do Flamengo, Tite?

— Tem uma palavrinha que é muito importante no futebol e que o resultado te permite isso que é gerador de confiança. O nível que nós estávamos em determinado momento caiu porque caiu porque também a confiança. Tem o cunho tático para ajustar, o individual, o técnico e físico. É sempre um contexto todo. Esse aspecto de confiança ele te faz fluir com as coisas, e nós temos que resgatar.

O comandante ainda prosseguiu sobre o momento ruim do Flamengo, frisando o quão importante é se recuperar rápido em calendário tão enxuto quando o do futebol brasileiro. Tite já quer deixar a derrota para o Palestino para trás.

— É um momento difícil que estamos passando, nós temos consciência disso. Temos consciência da necessidade do resultado também. O que tem no futebol às vezes é um espaço muito curto entre o outro para recuperar. Da mesma forma que em vitórias não há tempo suficiente para ficar feliz, a bola também dá oportunidade para reverter o processo a partir do próximo jogo — disse.

Lamento coletivo dos jogadores do Flamengo após a partida

Ninguém tentou defender a péssima atuação, mas diversos atletas colocaram a cara após a atuação vexatória em Coquimbo. Fabrício Bruno foi o primeiro, acompanhado de Everton Cebolinha, que lamentaram bastante a derrota para o Palestino. A dupla entendeu o momento ruim do Flamengo e pediu desculpas ao torcedor.

— Momento difícil, a gente veio com o intuito de conquistar os 3 pontos, infelizmente a gente não passa por um momento bom. O cara acerta um baita chute, mérito total dele. Peço desculpas ao torcedor, é se dedicar nos jogos em casa para conquistar as vitórias — analisou Fabrício Bruno, antes de passar a palavra para Cebolinha:

— Momento muito difícil, é trabalhar mais, ver o que estamos fazendo de errado. São jogos muito abaixo do que a gente vinha apresentado na temporada. Vamos tentar usar o fator casa positivamente — lamentou o camisa 11.

Outro que falou foi Gerson, capitão do Flamengo na partida desta terça-feira. O Coringa preferiu não colocar o gramado ruim, que ficou ainda pior com a chuva, na análise da derrota. A perspectiva, contudo, foi positiva por parte do volante.

— Não tem que botar desculpa no gramado. Estava ruim, mas estava para os dois times. Infelizmente a bola não está entrando, é continuar trabalhando, a gente sabe que tem que melhorar, vamos melhorar. Melhorar e melhorar, essa é a palavra — frisou.

Rossi, goleiro do Flamengo, foi o último a falar em Coquimbo. Além de comentar sobre a maneira improvável com que o Palestino venceu, em golaço de voleio, o camisa 1 pediu o apoio do torcedor para passar por esse momento complicado em 2024.

— Eles fizeram um gol no rebote, talvez esse gol não vão fazer nunca mais, no futebol também tem um pouco de sorte. Sábado temos um jogo pelo Brasileirão para tratar de recuperar a confiança. Sabemos que o torcedor do Flamengo sente muito quando os resultados não acontecem, vão estar chateados quando o time não ganha, mas a verdade é que nesse momento, nós como grupo e a comissão temos que se fechar entre nós, ver as coisas para corrigir e pedir ao torcedor que apoie. O aspecto mental do jogador é muito importante. Se nós estamos bem dentro do campo e se o torcedor também puxa com a gente, isso vai ser muito importante. Temos 2 gols no Maracanã com nossa nação, sabemos que temos que ganhar — finalizou.

O próximo desafio do Flamengo será pelo Campeonato Brasileiro, neste sábado (11), quando Tite e companhia visitarão o Corinthians, pela sexta rodada. A bola rola para o duelo entre cariocas e paulistas a partir das 16h (de Brasília), no Maracanã.

Veja outros pontos abordados na coletiva/zona mista

Problema tático ou mental?

— É o conjunto da obra, sim. Eu coloquei algum detalhe quando tem uma pergunta, eu trago algum detalhe, mas é o conjunto da obra, inclusive a parte tática. Problema tático e contextual. Não pode dissociar. Quando encontra resposta única para um problema é simplista. É do conjunto. Quando falei, elas não estavam definidas para uma situação, também no conjunto da obra.

De quem é a responsabilidade?

— Se assume primeiro com o técnico, porque é dele a responsabilidade maior. Mas se divide com o grupo todo de trabalho, mas é o técnico o primeiro. O momento, o trabalho, a parte tática, equilibrar todas essas situações físicas competem ao técnico. Ela é da individualidade, sim, dos atletas, mas é primeiro do técnico.

Zagueiro virou centroavante?

— Deixa um zagueiro que é um homem de finalização na frente. Era o Fabrício ter essa liberdade para ter mais um pivô, mais um jogador de área.

Substituições

— O 4-4-2 com dois atacantes da mesma forma que jogamos com o Bragantino quando entrou o Lorran. O 4-4-2 com dois volantes, dois meias e dois atacantes.

Como fica o sentimento do torcedor?

— Eu tenho externado isso e vou repetir. Primeiro é o respeito ao torcedor. Ele vai estar triste, e eu tenho respeito. Competem a mim e aos atletas. Temos que respeitar o sentimento e as manifestações.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance! e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
Botão Voltar ao topo