‘Estudiantes começou a acreditar’: Imprensa argentina repercute jogo contra o Flamengo
El Pincha sofreu no primeiro tempo, mas soube se reerguer e vai com esperanças para o jogo de volta
Assim como o compatriota River Plate, o Estudiantes também viveu uma dualidade de emoções nas quartas de final da Libertadores. Contra o Flamengo, em pleno Maracanã, o Pincha sofreu desde os primeiros segundos de jogo, mas soube se reerguer e chega para a partida de volta com esperanças de classificação.
O gol de Pedro, aos 15 segundos de jogo, foi um banho de água fria no torcedor do clube argentino. Antes que eles pudessem se reorganizar, Guillermo Varella já ampliava o placar aos 9′. A partida tinha tudo para ser um massacre rubro-negro, tal qual aconteceu com o Palmeiras diante do River Plate na quarta-feira (17). Mas a noite reservava uma partida cheia de polêmicas e um sentimento positivo ao torcedor do Pincha: Que seu time não está morto.
— O Estudiantes de La Plata jamais deve ser dado como morto, um time construído para jogar esse tipo de partida. Esses jogos não se resumem apenas ao futebol em si, mas sim à sobrevivência, à subsistência e ao ataque nos poucos momentos em que o adversário baixa a guarda — começou o texto do jornal argentino “Olé”, que analisou o confronto.

— O Pincha sobreviveu com Fernando Muslera. Quão valioso foi aquele tapa que impediu o 3 a 0 de Pedro, que chutou a três metros do uruguaio. Uma bola que vale ouro. O Estudiantes começou a se acomodar e, acima de tudo, começou a acreditar — seguiu o jornal.
As coisas melhoraram de fato para o Estudiantes no segundo tempo. Eduardo Domínguez conversou com seu elenco e organizou o que era preciso. Inclusive, o centroavante Guido Carrillo, autor do gol que deixou o Pincha vivo na série descreveu após o jogo.
— Estávamos ganhando no jogo aéreo. Tínhamos que fazer o gol. Por sorte, eu peguei a bola. Agora nos vemos na revanche. Fomos para cima. Mostramos um lado diferente. Temos que trabalhar duro porque nós somos o time que jogou o segundo tempo — avaliou.
O “Olé”, da Argentina, também avaliou as polêmicas da partida. Para o diário, a expulsão de Gonzalo Plata, do Flamengo, foi equivocada por parte da arbitragem, indo de acordo com o que criticou o técnico Felipe Luís após o jogo.
— O ponto de virada do jogo foi a expulsão de Gonzalo Plata, que foi injustamente expulso por uma entrada que não foi em Rodríguez (o jogador do Pincha havia acertado o jogador do Fla) — disse o jornal.

Eduardo Domínguez mantém o torcedor confiante
Com o resultado de 2 a 1 para o Flamengo, o Estudiantes precisa vencer por dois gols de diferença, jogando em casa para avançar. Caso vença por apenas um gol, o duelo será definido nos pênaltis. Já qualquer outro resultado garante o Rubro-Negro na semifinal.
Após o apito final, o treinador exaltou seu elenco e transmitiu confiança para a torcida, que estará presente empurrando o clube nos 90 minutos restantes em La Plata.
— Diminuímos a diferença, estamos na série e, em casa, será diferente. No nosso estádio, teremos mais ímpeto, mais garra e, claro, será algo diferente. É uma diferença de um gol, o que nos dá esperança e confiança. A série está aberta porque o time esteve no jogo até o último minuto. Estamos animados — começou o treinador.
— Fomos campeões do futebol argentino para estar nesta competição, então acho que temos que respeitar essas situações. Há muita história para defender o escudo que carregamos no peito e há muitas pessoas que fizeram história para que o clube tenha as estrelas que possui. Temos quatro Copas Libertadores, então acho que temos que respeitar a história — seguiu Domínguez ao ser questionado sobre comparações feitas com o Flamengo.



