Palmeiras tem flashbacks bons e ruins da semi de 2020, mas supera o River na Argentina
Com um 2 a 1 a ser comemorado, Alviverde tem vaga na semifinal no bolso
O Palmeiras ensaiava um resultado histórico contra o River Plate e os mais de 80 mil hinchas millonarios presentes ao Más Monumental, na noite desta quarta (17).
Mas caiu de ritmo no segundo tempo, empurrado para trás pela pressão de um time que não tinha outra escolha que não fosse atacar o Alviverde. Mesmo assim, o Verdão conseguiu domar o time de Marcelo Gallardo para voltar ao Brasil com um 2 a 1 a ser comemorado, no confronto das quartas de final da Libertadores.
Em um só jogo, o Palmeiras reviveu a emoção das duas mãos da semifinal de 2020. O primeiro tempo, com o Palmeiras sobrando, repetiu a ida daquele ano, em Avellaneda (o Monumental passava por reforma). O segundo tempo, com pressão excessiva dos argentinos e sufoco, emulou o jogo da volta, no Allianz Parque.
Até a abundância de checagens no VAR, mais uma vez, favoráveis ao Palmeiras, repetiu o que aconteceu em 2020.
Por enquanto, como terminou o embate naquele ano, o Palmeiras tem a vaga para a semifinal no bolso.
Andreas Pereira desequilibrou
O 2 a 0 da primeira etapa foi construído com excesso de futebol e estratégia.
Sem qualquer temor, marcou o River Plate no seu campo, roubou diversas bolas e mandou no meio-campo. A superioridade do Palmeiras foi gritante. Flaco, Felipe Ânderson e Aníbal Moreno roubaram e desarmaram em quase todas as tentativas.
O Palmeiras abriu o placar com cabeçada de Gómez e assistência de Andreas Pereira, batendo escanteio, aos 6. Foi o primeiro jogo do ex-Fulham como titular.
Como vem sendo normal, a dupla Flaco-Roque também fez ótima apresentação. Em uma jogada que começou com roubo de bola de Aníbal com Khellven e passe de Andreas, Flaco deu um tapa e colocou Vitor Roque na cara de Armani, para fazer 2 a 0, aos 41.
Mas foi Andreas Pereira quem mais desequilibrou na etapa inicial. Pela primeira vez titular, o camisa 8 atuou pelo lado direito, no corredor interno e armou o time com a tranquilidade de quem é seguro quanto o que precisa ser feito.

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River Plate empurrou o Palmeiras
Era evidente que o River Plate voltaria diferente para o segundo tempo. Assim como era óbvio que o Palmeiras recuaria para jogar em transição.
A pressão dos argentinos foi grande, e o Palmeiras poucas vezes conseguia ter a bola. De zero finalização, o River pulou para 5 em menos de 15 minutos. E, no abafa, começou a levar perigo.
Depois de ter um pênalti confirmado pelo VAR, mas que também foi anulado pelo sistema por impedimento, o River enfim chegou ao seu primeiro gol, aos 43: Quarta chutou, a bola desviou em Martínez e enganou Weverton.
Por pouco, Miguel Borja não executou a Lei do Ex, aos 52, em chute que desviou e quase matou Weverton de novo. Mas a vitória, ainda que no sufoco, estava garantida.



