Libertadores

Como joga? Com velhos conhecidos, Peñarol chega em alta para encarar o Atlético-MG

Gigante sul-americano, o Peñarol vive boa fase nacionalmente, e quer refletir isso agora na Libertadores, contra o Atlético

O Atlético-MG se prepara para o que é apontado como seu principal jogo da fase de grupos da Libertadores: vai receber o Peñarol-URU, nesta terça-feira (23), na Arena MRV. O gigante uruguaio está em ótima fase em 2024 e tem alguns nomes conhecidos do Galo — e do futebol brasileiro no geral — que podem fazer a diferença. As equipes se enfrentam às 21h desta terça.

Pentacampeão da Libertadores, o Peñarol é um dos mais tradicionais times do futebol sul-americano, mas, assim como o futebol de clubes no Uruguai, não tem passado por um bom momento quando atua nas competições continentais. Em 2022, por exemplo, caiu na fase de grupos da Libertadores pela nona vez seguida e, em 2023, nem participou da competição.

Mas, nacionalmente, o Peñarol ainda é uma das grandes forças e, neste ano, é a principal. Depois do vice-campeonato em 2023 (que o garantiu na atual Libertadores), está fazendo um 2024 muito forte. São 11 vitórias em 14 jogos, com apenas um empate e duas derrotas. No campeonato uruguaio, está invicto e liderando com sobras.

Uma das derrotas do Peñarol foi na estreia da Libertadores, para o Rosario Central, na Argentina. A outra, há uma semana, na semifinal da Copa do Uruguai, com um time reserva em campo, o que corrobora com o apontado pelo radialista uruguaio Gonzalo Gabriel, contactado pela Trivela.

O Peñarol lidera de forma isolada o Campeonato Uruguaio. O time titular é muito bom, mas o nível cai quando precisa fazer substituições. Esse ano, perdeu para o Rosario Central, mas poderia ter empatado ou até vencido diante do que foi o jogo — afirmou Gonzalo.

Os velhos conhecidos do Peñarol

O Peñarol está recheado de nomes que os torcedores do Atlético reconhecem. Dois, inclusive, tiveram passagem (não muito marcante) pelo clube. A começar pelo técnico Diego Aguirre, que treinou o Galo em 2016 justamente com o sonho de vencer a Libertadores, mas deixou o clube logo após cair nas quartas de final do torneio. O treinador, ainda assim, faz parte da história atleticana, pois era o técnico adversário no primeiro jogo oficial da Arena MRV, quando o Alvinegro bateu o Santos por 2 a 0.

Indo para dentro das quatro linhas, outro velho conhecido da torcida atleticana é o lateral Lucas Hernandez. Em 2019, o Atlético o contratou do próprio Peñarol com a expectativa dele resolver a lateral-esquerda do clube. O resultado, no entanto, foram atuações bem ruins nos apenas sete jogos que fez vestindo alvinegro. Ele foi emprestado pelo Galo no restante do seu contrato e retornou aos Carboneros em 2023 sem custos.

Outros jogadores com passagem no futebol brasileiro são: o volante Javier Méndez, que atuou no América-MG em 2023, mas sem nenhum destaque. Ele é titular e joga como zagueiro no time de Aguirre. Há ainda o meia Léo Fernandéz, ex-Fluminense, marcado por um golaço feito contra o Cruzeiro, mas nada muito além disso. Ele é um dos principais nomes do time uruguaio nessa temporada e merece atenção, principalmente pela qualidade do chute. No banco, o time ainda tem os brasileiros Léo Coelho (lateral) e Matheus Babi (atacante).

Fora os jogadores que passaram pelo Brasil, o Peñarol tem dois uruguaios que tiveram sólidas carreiras internacionais, como o titular, camisa 10 e capitão do time, Gastón Ramirez. Além dele, há o recém-recuperado de uma grave lesão, Seba Cristóforo, volante de 30 anos.

Como joga o Peñarol?

Diego Aguirre tem em mãos um Peñarol forte no 11 inicial, como disse Gonzalo à Trivela. Em campo, o time, geralmente, joga no 4-2-3-1, com algumas variações. A linha de quatro na defesa se comporta muito bem, sendo um dos pontos fortes do time, que sofreu só três gols no Campeonato Uruguaio e um na Libertadores. Do meio para frente, começam as variações.

Os volantes são o jovem Damián Garcia, de apenas 20 ano, que merece um olhar especial, e o experiente Gastón Ramirez, já citado. Apesar da 10 nas costas, o capitão carbonero tem jogado como um segundo volante, que auxilia na saída de bola e chega ao ataque quando possível. Mais a frente, por muitas vezes, o 4-2-3-1 acaba virando um 4-1-3-2 ou 4-2-2-2, pois Léo Fernandez se comporta praticamente como um segundo atacante. Os alas do time não estão presos só ao lado do campo, e fazem jogadas tanto próximos a lateral quanto pelo meio do campo.

Dos destaques, além do já citado Léo Fernandez, vale ficar de olho nos artilheiros Maxi Silvera e Leo Sequeira. Aguirre não terá o ala Javier Cabrera, sendo outro destaque por lesão.

Como devem jogar contra o Atlético?

O Peñarol é um time sólido defensivamente, como citado, e, como Aguirre gosta, costuma ter mais a bola do que os adversários — média de 60% por jogo. Foi assim até contra o Rosario Central na estreia da Libertadores, mesmo que fora de casa. Mas, para o jogo contra o Atlético, é muito mais provável que o Galo tenha o controle da posse. Então é algo para se notar, em como os uruguaios vão se comportar não tendo muito a bola como gostam.

Mesmo assim, quem espera que o Peñarol vai jogar só para se defender, pode mudar de ideia. Pelo menos foi o que disse Gonzalo Gabriel à Trivela, indicando que o time deve sim pensar primeiro em se defender, já que o empate não é um resultado ruim, mas que também sairá para buscar o ataque e tentar uma surpreendente vitória.

— Qualquer time brasileiro é preciso respeitar. Creio que um empate não seria nada mal, mas acho que vão sair para buscar o resultado dentro do possível, sem se entregarem (na defesa). Devem tentar sair para vencer para tentar recuperar da derrota sofrida na Argentina — afirmou o uruguaio.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
Botão Voltar ao topo