Autocrítica é isso: Apesar dos três gols, Lautaro Martínez não gostou de sua atuação contra o Cruzeiro

As atuações de Lautaro Martínez continuam no centro dos holofotes na Argentina. Observado por Jorge Sampaoli contra o Huracán, o prodígio anotou três gols. Vinha de três partidas em jejum, apesar da sequência de vitórias do Racing. Já nesta terça, a visita ilustre se repetiu em sua estreia pela Copa Libertadores. O técnico da seleção voltou ao Cilindro para observá-lo de perto. E a motivação fez efeito no atacante de 20 anos, destaque na vitória por 4 a 2 sobre o Cruzeiro ao anotar três gols. Ainda assim, a bola do jogo ou os aplausos da torcida em sua substituição não o iludiram. O camisa 10 foi bem crítico ao se analisar na saída de campo.
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“A verdade é que, pessoalmente, não gostei da partida que fiz. Além dos três gols, perdi bolas muito fáceis de resolver. Tenho que seguir melhorando, mas saio feliz porque a equipe ganhou. No primeiro gol do Cruzeiro, fui mal, me desarmaram. Fico muito irritado com isso. A cada jogo que faço, trabalho para mim, para dar o melhor a este clube que é tão grande. Gostei do que o time fez, ganhou, pressionou… O Cruzeiro é um rival muito duro”, declarou, na saída de campo. Maturidade que não se vê em qualquer um.
Olhando de perto, Martínez não está totalmente exagerado em sua avaliação. Sua maior virtude na partida esteve na movimentação, tentando abrir espaços na defesa do Cruzeiro. Mas com a bola, as falhas pontuais o atrapalharam de ser ainda mais preponderante. E a bobeira que resultou no primeiro tento do Cruzeiro, perdendo a bola e assistindo à sequência da jogada sem pressionar, quase custou caro. Dito isso, não se negam as virtudes do camisa 10. Nesta terça, ele demonstrou bem seu oportunismo. Com a benevolência da zaga cruzeirense, esteve sempre no lugar certo para fuzilar. Além disso, naquela que foi sua melhor jogada individual, forçou uma grande defesa de Rafael, que resultou no escanteio providencial ao terceiro gol da Academia. Um incômodo a qualquer adversário, tornando os descuidos em erros fatais.
Sampaoli, apesar das ponderações, certamente gostou do que viu. Martínez é um atacante de muita energia e qualidade técnica, que parece não sentir o peso da ocasião. Mais do que isso, parece ter aquela predestinação aos momentos decisivos – fruto de uma inteligência acima da média no posicionamento, o que se nota em Gabriel Jesus, por exemplo. Algo que nem sempre se nota na seleção argentina, apesar das muitas opções talentosas ao setor ofensivo. Cada vez mais, o garoto parece cavar seu espaço na próxima convocação da Albiceleste, em amistosos contra Itália e Espanha. O racinguista se sugere como o futuro da equipe nacional, mas já podendo ganhar oportunidades no presente.



