Libertadores

Precisava? Abel até se policia em coletiva, mas manda recados à torcida do Palmeiras

Treinador elogiou a torcida do Universitario como forma de alfinetar palmeirenses

Como tinha de ser depois de um 4 a 0 fora de casa, com um bom futebol, Abel Ferreira estava leve na entrevista coletiva pós-jogo, em Lima, no Peru.

Mas, mesmo se policiando, o treinador deu suas alfinetadas na torcida do Palmeiras, que tem pegado no seu pé e até atacou a Academia de Futebol com bombas no fim de semana.

— Eu tenho que ter cuidado para falar dos torcedores (…). A torcida do Universitario, e corrijam-me se estiver errado, aplaudiu o seu time mesmo perdendo de 4 a 0 — disse ele.

— Futebol é isso. É sempre bonito ver quando uma equipe precisa do apoio do seu torcedor e correspondem — completou.

É óbvio que tantos os xingamentos quanto o atentado incomodaram demais o treinador. Mas, se o objetivo é virar a página, o primeiro movimento tem de partir do clube, que é a parte racional da briga.

Paz tem que partir do clube

Quando Abel, mais uma vez, menciona a torcida com um viés negativo, tudo que consegue é alimentar esse racha. O único efeito que suas declarações trazem é fazer com que o noticiário volte a falar da crise do Palmeiras, em detrimento do bom jogo alviverde.

Na noite em que o Palmeiras e seu técnico poderiam ser alvo apenas de elogios pela goleada e as boas novidades táticas, as redes sociais falaram mal de Abel e de sua eterna mania de tentar ditar como o Allianz Parque tem de se portar.

Respondendo a indagação do título desse texto, ainda que Abel esteja engasgado, pelo bem do Palmeiras e em busca de virar a página, as alfinetadas não eram necessárias.

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O que mais Abel falou

Vaga garantida?

— Temos muito trabalho a fazer, esta equipe neste ano saíram 18 jogadores e entraram 15, alguns vindo da base, outros por contratações. O trabalho é imenso e é dar consistência, sabendo que vamos ter altos e baixos. Hoje foi um jogo perfeito da nossa parte, mas ainda falta outro em nossa casa.

— Hoje fomos extremamente competentes, queremos ir em busca da glória eterna mais uma vez. Há equipes muito competentes nessa competição e nunca sabemos o que vai acontecer. No futebol não temos certeza, temos probabilidade

Flaco e Vitor Roque juntos

— Minha função é perceber as dinâmicas da nossa equipe e ir à procura das melhores soluções para cada jogo. É bom saber que se ligam bem e que podem ajudar quando for preciso. Como não acredito em fórmulas mágicas e que o processo de treino e evolução de uma equipe é inacabado, é uma solução que temos.

— Foi bem vê-los os dois na frente, dupla jovem e com características diferentes. É mais uma opção. Não quer dizer que vamos jogar sempre assim, mas é uma opção.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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