Jogo fraco apenas reforça que Paraguai e Uruguai precisam melhorar para irem longe
Quando um time organizado, mas sem muitos recursos, encontra outro conhecido mais pela superação do que pela técnica, o resultado poderia ser apenas um jogo fraco. Ainda mais quando o resultado não era tão importante assim. O Paraguai, com quatro pontos, estava classificado, e ao Uruguai bastava um empate para passar como terceiro colocado. Com um gol de escanteio para cada lado, o jogo terminou empatado por 1 a 1.
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Quem merecia um pouco mais da partida era o Uruguai, melhor em campo e mais ativo no ataque durante boa parte dos 90 minutos. Teve nos laterais Álvaro e Maxi Pereira a grande válvula de escape para chegar ao ataque, mas o time de Oscar Tabárez carece mesmo de alguma criatividade. Sem a capacidade incrível de Suárez, Roldán e Hernández fazem apenas o que podem, e a dependência em Cavani é cada vez maior.
O atacante do PSG teve duas boas oportunidades no segundo tempo para fazer 2 a 1 e desperdiçou ambas. Neste jogo, não importou tanto porque o empate era o bastante para classificar o Uruguai, mas nas quartas de final pode fazer bastante falta. Ele não faz uma Copa América ruim, porém, como principal arma uruguaia na competição, precisa melhorar nos próximos jogos. Principalmente ser mais decisivo.
O Paraguai novamente marcou forte no meio-campo, às vezes até um pouquinho demais, e esperou o Uruguai propor o jogo. Como o atual campeão da Copa América não teve muitos argumentos, a partida virou uma eterna entrega de bola para o adversário. Ramón Díaz contava, como sempre, com eventuais escapadas de Haedo Valdez e Lucas Barrios. O primeiro conseguiu exigir boa defesa de Muslera, no finalzinho da partida, um gol que complicaria a vida do Uruguai. O segundo compareceu em cobrança de escanteio no último minuto do primeiro tempo. Mas saiu machucado na etapa final e pode virar uma preocupação para o técnico argentino.
Sem Barrios, o Paraguai perde muito porque o provável próximo atacante do Palmeiras faz uma boa competição (fez o gol de empate contra a Argentina) e de longe é a melhor opção ofensiva do time. Mas com ou sem ele, a partida deste sábado serviu para mostrar que Díaz precisa de alternativas para incomodar de verdade nas fases mais agudas da Copa América. Tabárez também.



