América do Sul

Jogo da primeira divisão colombiana teve apenas dois pagantes e 13 dólares de renda

Reformando o seu estádio, o Atlético Huila mandou pela quinta vez um jogo do Campeonato Colombiano no Estádio Centenário de Armenia, no último final de semana, contra o Alianza Petrolera. Como já devia ser esperado, a distância de 294 quilômetros para sua casa de verdade é um grande obstáculo para os torcedores que gostam de apoiar o time nas arquibancadas, tanto é que a média de público nos quatro jogos anteriores tinha sido de 3850 pessoas. Na vitória por 1 a 0 do último sábado, no entanto, os números atingiram o fundo do poço: apenas duas pessoas pagaram para assistir ao duelo.

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Com capacidade para quase 22 mil pessoas, o Estadio Centenario representa um custo de US$ 8,5 mil por jogo pelo aluguel, o que poderia ser bancado de forma relativamente fácil com um público normal. O prejuízo, no entanto, com apenas dois pagantes, foi significativo. “Isso mesmo, as duas pessoas pagaram 40 mil pesos (US$ 13). Foi isso o que conseguimos com a arrecadação”, afirmou resignado Carlos Barrero, dirigente do clube.

Além da distãncia enorme entre os dois estádios, que dá uma viagem de aproximadamente seis horas de carro, dá para explicar o número baixíssimo de espectadores no jogo pelo caos no trânsito no dia da partida. Segundo o site colombiano FutbolRed, o acesso ao estádio na cidade de Armenia estava bastante prejudicado por longas filas de congestionamento, o que ainda é muito pouco para justificar apenas duas pessoas nas arquibancadas. Mesmo para um time de média de público de 3625 em um campeonato que, ao todo, tem uma média de 10,3 mil.

A reforma do Estádio Guillermo Plazas Alcid, casa do Atlético Huila, começou entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, mas até maio o clube ainda atuava por lá. Desde 24 de maio, tem jogado em Armenia, e se não fosse os bons públicos de seis mil e nove mil pessoas, contra os tradicionais Tolima e Atlético Nacional, a média seria ainda mais baixa que a de 3850 pessoas, já que nos outros dois jogos de menos importância, contra Patriotas Boyacá e Cortuluá, os públicos foram de, respectivamente, 100 e 300 pessoas. Que bela ideia a de mandar jogos a 300 quilômetros de casa.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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