América do Sul

James lembrou tarde demais que a Colômbia precisava vencer para se classificar

O Grupo C da Copa América está tão embolado que a Colômbia, mesmo tendo vencido o Brasil, poderia ter sido eliminada. Não foi porque o time de Dunga acabou ganhando da Venezuela e limpando a barra de José Pekerman. Porque os colombianos perderam dos venezuelanos na primeira rodada e, neste domingo, não conseguiram ganhar do Peru. Um empate bastava aos homens de Ricardo Gareca, mas os de Pekerman precisavam dos três pontos. Os colombianos demoraram para perceber isso e pressionaram o adversário tarde demais.

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O começo do jogo indicaria que a Colômbia havia entrado em campo ligada, em busca da vitória, porque Falcao, antes dos cinco minutos, teve uma ótima chance para abrir o placar, na sequência de um escanteio cobrado na área. O chute foi para fora. Aos 7, Armero apareceu bem pela esquerda e chutou com perigo. A partir desse lance, pouco aconteceu, dos dois lados, além de chutes bloqueados e despretensiosos.

Do intervalo, acredite se quiser, o Peru voltou melhor e mais seguro na defesa. Sem dar espaços à Colômbia, que conseguiu a primeira finalização da etapa apenas ao 14 minutos, uma cabeçada errada de Falcao, e depois aos 23, quando James Rodríguez decidiu assumir a responsabilidade e tentar levar seu time à vitória. Um contra-ataque puxado por Téo Gutiérrez caiu nos pés, mas o chute cruzado foi bem defendido por Gallese. No rebote, Jackson Martínez ainda conseguiu um escanteio.

James movimentava-se pelo campo inteiro e buscava o jogo. Foi o líder que se espera dele nos minutos finais, mas começou tarde demais a representar esse papel. Em outra boa jogada, agora pelo meio, cavou uma falta na entrada da área. Quem cobrou foi Cuadrado, direto na barreira, embora o lance tivesse a cara do jogador do Real Madrid. Nos últimos dez minutos, a Colômbia conseguiu fazer o seu abafa, mas sem resultados concretos.

O time de Pekerman terminou o jogo com apenas três chutes certos ao gol. Houve outros seis para fora. Muito pouco para um time que precisava vencer. Menos ainda para a seleção considerada uma das favoritas da Copa América, depois das boas exibições na Copa do Mundo. A sorte foi a vitória do Brasil sobre a Venezuela.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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