América do Sul

Meia do Nacional gostou tanto do golaço do Recoba que tatuou o ídolo no braço

Nacional e Peñarol têm uma história de rivalidade de mais de cem anos. São quase 500 encontros entre os dois clubes mais tradicionais do Uruguai, o que significa que, para um evento entrar na memória de torcedores de ambos os clubes, precisa ser de fato especial. O último duelo entre os dois, no último domingo, não completou nem uma semana, mas dá para afirmar que já está nesta galeria seleta dos melhores jogos entre os dois. Foi tão marcante que o garoto Gastón Pereiro, de apenas 19 anos, meio-campista do Nacional, decidiu tatuar o rosto do ídolo Álvaro Recoba, autor do golaço que decidiu a partida, em seu antebraço.

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Para um jogador virar tatuagem de um torcedor qualquer, já é preciso que tenha feito muito por merecer. Na pele de um companheiro de clube, então, significa que não há barreira de idolatria que esse atleta não tenha quebrado. Se ainda não havia provado que merecia tal homenagem, nada como decidir o maior clássico do Uruguai da maneira como fez Recoba, virando o jogo com uma pintura de falta aos 50 do segundo tempo, especialmente considerando que o Peñarol vencia até três minutos antes. Sob tais circunstâncias, Gastón Pereiro só viu um jeito de eternizar aquela que foi sua “maior emoção no futebol”.

“Não encontrei melhor maneira de homenagear meu ídolo do que o levando comigo a todos os lados para sempre. Ainda continuo gritando por aquele golaço de domingo. O Recoba é um gênio, um grande entre os grandes, e nunca vou me esquecer desse gol, porque foi a maior emoção que vivi até agora no futebol”, afirmou Pereiro, em entrevista ao Tenfieldigital.

“Quando mostrei a tatuagem para o Chino (apelido de Recoba), ele não conseguia acreditar. Começou a rir e, entre piadas e risadas, me disse: ‘obrigado por me fazer com barba e tudo'”, completou.

Gastón Pereiro é um garoto de potencial. Com apenas 19 anos, é titular do Nacional e faz parte também da seleção uruguaia sub-19. Joga em posição mais recuada que aquela em que seu ídolo, Recoba, se habitou a atuar. Apesar disso, quer, com o tempo, ganhar oportunidades mais próximo do gol adversário e, inspirado no Chino, escrever sua própria história no futebol. Pelo menos agora poderá se lembrar a qualquer hora do que presenciou no Estádio Centenário.

Reveja o golaço de Recoba que decidiu o clássico entre Nacional e Peñarol

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Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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